Demi Moore Diz Que Combater A IA É Uma “Batalha Perdida”



Demi Moore partilhou a sua opinião sobre o uso da Inteligência Artificial (IA) em Hollywood - e não só. Este tem sido um debate com opiniões divididas. 


A atriz, de 63 anos, esteve presente no Festival de Cinema de Cannes de 2026, na terça-feira, dia 12 de maio, em França, numa conferência de imprensa que marcou o dia de abertura do evento. 

Ao ser questionada sobre a "implementação" da IA na indústria de entretenimento, Demi começou por referir que "esta é uma grande questão". 

"A IA é a realidade e combatê-la é, de certa forma, lutar contra uma batalha que vamos perder. Por isso, encontrar formas de trabalhar com ela, na minha opinião, é um caminho mais acertado", disse. 

A atriz foi ainda questionada sobre se "estamos a fazer o suficiente para proteger a arte humana neste momento", tendo respondido: "Não sei". 

"Não tenho a resposta para isso e a minha tendência seria dizer que provavelmente não. Há aspetos maravilhosos em poder utilizá-la, mas a verdade é que não há realmente nada a temer, porque aquilo que ela nunca poderá substituir é a origem da verdadeira arte, que vem da alma, do espírito de cada um de nós aqui sentados, de cada um de nós que cria todos os dias, e que nunca poderá ser recriado através de algo que é técnico", acrescentou. 

Demi Moore, estrela do filme "Substance", é um dos membros do painel de jurados do festival este ano, juntando-se aos também atores Ruth Negga, Isaach de Bankolé e Stellan Skarsgård e aos cineastas Park Chan-wook, Paul Laverty, Chloé Zhao e Diego Céspedes. 

Globos de Ouro aceitam uso de IA mas desqualificam "atores sintéticos"

A opinião de Demi Moore chega pouco depois de terem sido noticiadas as novas regras dos Globos de Ouro para o uso da Inteligência Artificial na edição dos prémios para 2027.

"O uso de Inteligência Artificial (IA), incluindo IA generativa, não desqualifica automaticamente um trabalho de ser considerado, desde que a direção criativa, julgamento artístico e autoria humanas se mantenham primordiais durante o processo de produção", disse a organização.

 "A IA e tecnologias similares podem ser usadas como parte do processo de produção", apontaram, "mas não podem substituir as principais contribuições criativas do talento humano".