Sporting e Rui Borges COZINHAM renovação com aumento salarial e mesma cláusula de rescisão



A direção do Sporting e os representantes de Rui Borges já deram o 'tiro de partida' nas negociações tendo em vista a renovação de ambas as partes, ainda que o mesmo se mantenha válido até junho de 2027, de acordo com informações adiantadas pela edição desta sexta-feira do jornal A Bola.


A estrutura encabeçada por Frederico Varandas não tem dúvidas de que este 'casamento' é mesmo para manter, dado o sucesso desportivo que tem trazido ao clube, e, do lado do treinador, o sentimento é o mesmo, como o próprio já tem feito, de resto, saber, em várias intervenções públicas, pelo que a expetativa é de que o processo venha a chegar a bom porto.

Neste momento, pode ler-se, as bases estão lançadas. O novo vínculo deverá prolongar-se por mais um ou dois anos e manter a mesma cláusula de rescisão, no valor de 20 milhões de euros, ainda que com um aumento salarial relativamente ao que foi acordado entre ambas as partes, aquando da chegada do mirandelense, em dezembro de 2024.

Ainda falta 'limar algumas arestas', de parte a parte, mas o sentimento que se vive é de otimismo, de tal maneira que tudo aponta para que o novo entendimento venha a ser tornado oficial ainda antes do final da presente temporada de 2025/26, independentemente daquilo que vier a acontecer, dentro das quatro linhas.

"Nunca será o dinheiro a mover-me"

Ainda na passada terça-feira, na conferência de imprensa que se seguiu à goleada aplicada ao Bodo/Glimt, por 5-0, que valeu o apuramento para os quartos de final da Liga dos Campeões, Rui Borges deixou bem claro que não será o impacto desportivo a ditar os detalhes financeiros de um eventual novo contrato com o Sporting.

"Eu sou feliz. Já disse que não perco tempo a pensar nisso. Disse, desde o primeiro dia em que cheguei ao Sporting, e desde o primeiro dia em que comecei como treinador, que não é o dinheiro que me move. É a paixão pelo jogo, é o sonho de ser um bom treinador e, acima de tudo, uma boa pessoa e um bom ser humano, que acho que sou", afirmou.

"Isso é o que me deixa feliz, mais do que tudo o resto. Nunca será o dinheiro a mover-me. Sou feliz por ter a minha família, e isso é a maior felicidade da vida de qualquer ser humano. Não é o dinheiro que me preocupa, nem sequer perco tempo a pensar nisso, muito sinceramente", acrescentou.

Rui Borges, recorde-se, chegou ao Sporting na sequência do (atribulado) processo de sucessão a Ruben Amorim, compatriota que partiu rumo ao Manchester United, passando o testemunho ao então treinador da equipa B, João Pereira, que acabou por não conseguir dar continuidade aos bons resultados que até aí se verificava.

A verdade é que o mirandelense não tardou a endireitar o rumo do plantel leonino, conduzindo-o rumo a um histórico título de bicampeão nacional, ao qual acrescentou uma dobradinha que há muito não se via, em Alvalade, apresentando argumentos de sobra para justificar a tão badalada renovação.