Mehdi Taj, presidente da Federação Iraniana de Futebol, assegurou, esta quinta-feira, que a seleção nacional vai mesmo participar no Campeonato do Mundo do presente ano civil de 2026, prova que irá decorrer nos Estados Unidos da América (EUA), no Canadá e no México, entre os dias 11 de junho e 19 de julho.
No entanto, avisou que está completamente descartada a possibilidade de a equipa capitaneada por Mehdi Taremi, antigo avançado do FC Porto, vir a disputar os seus jogos em solo norte-americano, na sequência dos ataques conjuntos que foi alvo por parte dos EUA e de Israel, que acabaram por espoletar uma guerra no Médio Oriente, envolvendo uma série de outros países vizinhos.
"A seleção nacional está a levar a cabo um estágio, na Turquia, e também vamos disputar dois encontros de cariz amigável lá. Nós vamos boicotar a América, mas não vamos boicotar o Campeonato do Mundo", sublinhou o dirigente, em declarações reproduzidas pela agência noticiosa britânica Reuters.
Um sério revés para a organização daquela que é a maior competição de seleções do planeta, visto que a formação asiática está integrada no Grupo G, o que significa que todas as partidas estão planeadas para serem realizadas, precisamente, nos Estados Unidos da América, apesar do clima bélico que se vive.
O Irão entra em cena a 16 de junho, perante a Nova Zelândia, no SoFi Stadium, em Inglewood, no estado da Califórnia, precisamente o mesmo recinto que irá receber o jogo com a Bélgica, cinco dias depois. O duelo da terceira e última jornada será contra o Egito, a 27 de junho, no Lumen Field, em Seattle, no estado de Washington.
México está disponível para receber jogos do Irão no Mundial2026
Esta tomada de posição por parte da Federação Iraniana de Futebol surge horas depois de a presidente mexicana, Claudia Sheibaum, ter respondido com um simples "Sim", ao ser questionada pelos jornalistas quanto à possibilidade de o país vir a receber os encontros desta mesma seleção, no Campeonato do Mundo.
No entanto, a palavra final do palco da ditas partidas irá sempre depender da própria FIFA, tal como já sublinhou um porta-voz do organismo que rege o futebol mundial: "A FIFA espera que todas as seleções participantes compitam de acordo com o calendário de jogos anunciado a 6 de dezembro de 2025".
Entretanto, Beau Busch, presidente da FIFPro, o sindicato global de futebolistas, recordou que é responsabilidade da FIFA garantir a segurança de todos os participantes nesta competição, pelo que apelou a que venha a encontrar uma solução que seja do agrado de todas as partes envolvidas, o mais depressa possível.
"A FIFA tem uma responsabilidade institucional de proteger os direitos humanos. Aquilo que é crítico é que a FIFA leve a cabo uma avaliação verdadeiramente compreensiva do impacto nos direitos humanos, e que procure garantir que todo e qualquer participante no Mundial, cada jogador, cada adepto, possa estar seguro, e que quaisquer riscos sejam identificados e efetivamente mitigados", atirou.

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