Flávio Furtado usou as redes sociais para em agosto do ano passado fazer uma denúncia relativamente a uma cadela que encontrou na ilha Terceira, Açores, em situação de maus-tratos.
A situação foi na época reportada às autoridades de Angra do Heroísmo e foram identificados três responsáveis pelo crime público de maus-tratos, porém parece que passados mais de quatro meses do sucedido as notícias não são animadoras.
"Lembram-se da história desta cadelinha que encontrei em 25 de agosto do ano passado?", começou por lembrar o comunicador ao partilhar nas últimas horas novidades sobre o caso.
"No dia 31 de agosto de 2025 encontrei uma cadelinha vítima de maus-tratos. Uma situação que ninguém deveria ignorar. Fiz a denúncia à PSP, as alegadas agressoras foram identificadas e o animal foi levado para o Canil Municipal de Angra do Heroísmo", continuou.
Em seguida, o apresentador e comentador da TVI revelou que foi impedido de ver a cadela e que ficou entretanto a saber que esta não pode alegadamente ser adotada.
"Consegui vê-la apenas uma vez. Uma única vez. Desde então, foi-me negado qualquer contacto. Não permitem visitas, não permitem que seja acolhida por uma família, não permitem qualquer alternativa que lhe devolva dignidade ou conforto. Dizem apenas que a cadelinha só poderá sair no final do processo - um processo sobre o qual nada é esclarecido, nada é comunicado, nada é garantido", denunciou a respeito do caso.
"O silêncio e a inércia preocupam-me profundamente. Temo, com toda sinceridade, que se esteja a condenar este animal a morrer esquecido num canil, em nome de um processo que nunca chega ao fim. Segundo informações que me foram dadas, nenhuma das queixas de maus-tratos a animais apresentadas até hoje teve uma conclusão efetiva", referiu ainda.

© Reprodução Instagram - Flávio Furtado
Por fim, o comunicador quis deixar um apelo para que as autoridades de Angra do Heroísmo "não fechem os olhos a esta situação".
"Um município que se diz consciente e responsável não pode permitir que a proteção dos animais seja apenas uma formalidade burocrática. Esta cadelinha precisa de cuidados, de acompanhamento e, acima de tudo, de uma oportunidade para viver. O tempo conta - e o silêncio também", completou, apelando a que seja feita "pressão" junto das autoridades competentes para que este não seja "mais um caso de denúncia por maus-tratos a animais na ilha Terceira que fica alegadamente no arquivo morto".

© Reprodução Instagram - Flávio Furtado

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