“Será Sempre Um dos Gigantes”: Reações à Morte do Realizador João Canijo, aos 68 Anos



O nome de João Canijo é um dos maiores e mais conceituados no mundo do cinema português. O realizador morreu esta  quinta-feira, 29 de janeiro, aos 68 anos de idade, na sua casa perto de Vila Viçosa, Évora, ao que tudo indica vítima de um ataque cardíaco fulminante. 


O meio artístico ficou em choque com esta partida precoce e já há reações de vários artistas e figuras públicas nas redes sociais. 

Joana de Verona partilhou fotos do filme "Noite Escura", de 2004, mencionando a importância que esta obra teve na sua vida.

"Este filme foi muito importante na minha adolescência, assim como o «Ganhar a Vida». Mas todos os filmes do João marcaram, tanto a quem os fez, como a quem os viu e sobretudo à história do cinema português. Triste notícia, tão inesperada! (ainda recentemente o encontrei feliz, com as atrizes com quem estava a filmar.) Forte Abraço aos familiares e Amigos", escreveu.

Também José Condessa fez questão de partilhar uma homenagem ao cineasta. 

"Será sempre um dos gigantes. Daqueles cuja obra perdurará. Obrigado João Canijo", escreveu. 

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                                                                         © Instagram - José Condessa

 

Maria João Bastos também não ficou indiferente à morte do realizador e mostrou-se incrédula com a notícia. 

"Não posso acreditar! Perdemos um dos grandes! Obrigada João Canijo! Obrigada por tudo, por tão bom cinema que nos deste", escreveu a artista. 

A apresentadora Fátima Lopes também não ficou indiferente à notícia e escreveu nas redes sociais: "Um gigante do cinema. As minhas condolências a toda a família", escreveu.

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                                                                               © Instagram - Fátima Lopes

"Tão cedo, João, tão cedo! Com a tua ida sinto-me a perder alma e futuro! Obrigado por tanto, João [João Canijo, cineasta, 1957-2026]", escreveu num emotivo desabafo o músico Pedro Abrunhosa

Quem era João Canijo? 

João Canijo começou por trabalhar como assistente de realização de grandes nomes do cinema português como Manoel de Oliveira, Paulo Rocha e ainda Wim Wenders. 

Em 1988, o realizador assinou a primeira longa-metragem, "Três Menos Eu", seguindo depois, nos anos 90, o filme "Filha da Mãe" e ainda a série televisiva "Alentejo Sem Lei", entre muitos outros trabalhos. 

Em 2023, o cineasta foi premiado com um Urso de Prata no festival de Berlim, com "Mal Viver, que foi também candidato de Portugal a uma nomeação para os Óscares. 

No ano seguinte, em 2024, João Canijo estreou na RTP a série "Hotel do Rio". "Fátima", "Sangue do meu sangue", "Fantasia Lusitana", "Mal Nascida", "Noite Escura" e "Ganhar a vida" são alguns dos filmes que realizou.