Suspeita de Chefiar Bando que Dopava e Roubava Turistas em Ipanema é Presa no Complexo do Chapadão




Apontada como chefe de uma quadrilha que dopou e roubou dois turistas britânicos em Ipanema, na Zona Sul do Rio, Raiane Campos de Oliveira foi presa nesta quarta-feira. Ela foi localizada no Complexo do Chapadão, na Zona Norte da capital, durante uma operação que a Polícia Civil deflagrou para cumprir 51 mandados de busca e apreensão. De acordo com informações da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), ela tem 25 passagens pela polícia.


Segundo a Deat, Raiane foi uma das três pessoas responsáveis por dopar os estrangeiros, no crime conhecido como "Boa noite, Cinderela", em um ataque ocorrido em agosto de 2025. As outras duas pessoas suspeitas de participar do crime já estão presas.


Amanda Couto Deloca, de 23 anos, foi presa em casa em agosto do ano passado. Ela foi encontrada em uma residência no bairro Nova Campinas, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. À época, a polícia informou que Amanda pretendia fugir para a casa de um parente fora do estado, mas foi localizada antes da tentativa. Ela já tinha uma passagem pelo mesmo tipo de crime, em 2023.


Já Mayara Ketelyn Américo da Silva, de 27 anos, foi presa em setembro daquele ano. Ela foi localizada escondida em um motel na Zona Norte do Rio, após trabalho de inteligência da unidade, com apoio do Disque Denúncia.


Raiane era a única do grupo que continuava foragida. O mandado de prisão contra o trio foi expedido no dia 17 de agosto do ano passado. A Deat informou que Raiane tem 25 passagens pela polícia, sendo 13 por crimes conhecidos como “Boa Noite, Cinderela”. Após o cumprimento das formalidades legais e administrativas, ela ficará presa à disposição da Justiça.



Raiane em foto postada numa rede social — Foto: Reprodução

Raiane em foto postada numa rede social — Foto: Reprodução


O golpe contra os britânicos

Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, o trio conheceu os turistas após um evento na Lapa. As denunciadas convidaram os rapazes para continuar a noite na orla de Ipanema, oferecendo caipirinhas adulteradas com substância capaz de causar sonolência e desorientação.


Ainda no mesmo dia, as mulheres conseguiram acessar a conta bancária de um dos turistas e tentaram realizar uma transação não autorizada no valor de 16 mil libras, cerca de R$ 117 mil. A operação não foi concluída devido à exigência de reconhecimento facial, mas as denunciadas conseguiram furtar 2.100 libras — 300 libras foram usadas para compra de criptomoeda, e 1.800 libras foram transferidas em quatro operações. Segundo o MPRJ, as acusadas repetiram o mesmo modus operandi em crimes anteriores.


O caso ganhou repercussão porque foi registrado em vídeo por uma testemunha, mostrando o trio embarcando em táxi logo após o crime, bem como os turistas vítimas do golpe já em estado alterado de consciência. Imagens que circularam nas redes sociais mostraram o momento em que um dos turistas cai desacordado na Praia de Ipanema.