O Que É o Cancro do Endométrio? Sintomas a Que Deve Estar Atento



Em Portugal, os cancros do corpo do útero são os mais frequentes no que diz respeito à doença no aparelho genital feminino, sendo que o cancro do endométrio faz parte deste grupo. Segundo o ginecologista João Casanova, do Hospital da Luz, "cerca de 90% dos cancros do corpo do útero são cancros do endométrio". 


Mas afinal, o que é o endométrio? 

O endométrio é a camada de tecido mais interna da sua parede do útero, ou seja, reveste internamente o corpo do útero.

E o cancro do endométrio?

"O cancro do endométrio é o cancro que tem origem em células do endométrio", realça o especialista, notando que muitas vezes é referido como "cancro do corpo útero ou cancro do útero".

Quais os tipos de cancro do endométrio?

Uma vez que o cancro do endométrio acontece quando as células sofrem alterações, multiplicando-se de forma descontrolada, existem vários tipos de cancro que se baseiam na aparência microscópica das células.

"O adenocarcinoma é o mais comum, tem origem nas células das glândulas do endométrio e tem vários subtipos, o endometrioide é o mais frequente", explica o médico.

"Entre outros tipos estão, por exemplo, o carcinosarcoma uterino, os carcinomas de células escamosas, de pequenas células, de células de transição, seroso, de células indiferenciadas", afirma ainda.

Cancro do endométrio: sintomas a que se deve estar atento

À semelhança dos diversos tipos de cancro, também o do endométrio se percebe através de sintomas que não deverão ser ignorados. Ei-los:

  • Hemorragia vaginal em mulheres em menopausa, mesmo que ligeira ou ocasional;
  • Alterações no período menstrual, com menstruações mais abundantes ou hemorragias entre os períodos menstruais, nas mulheres em idade fértil;
  • Dor ou desconforto pélvico.

Se perceber alguns destes sintomas, então deverá procurar o seu médico ginecologista de imediato.

Para além dos sintomas, o ginecologista destaca também fatores de risco no que diz respeito ao cancro do endométrio. 

  • Obesidade;
  • Diabetes;
  • Síndrome do ovário poliquístico;
  • Terapêutica hormonal de substituição apenas com estrogênios;
  • Primeira menstruação precoce;
  • Menopausa tardia;
  • Tratamentos hormonais para o cancro da mama;
  • Nunca ter estado grávida.

É importante, por isso, estar sempre atento a possíveis alterações. Neste âmbito, o médico ginecologista dá duas recomendações finais. A primeira é "manter o seguimento regular em consulta de ginecologia e fazer os exames e rastreios aconselhados" e a segunda é "estar atento e não atrasar a procura de cuidados médicos perante sintomas ou dúvidas sobre a sua saúde".