O governo de transição liderado pelos militares que tomaram poder a força na Guiné-Bissau em 2025, adiou as eleições marcadas para 6 de Dezembro de 2026, afim de continuar no poder ilegalmente por mais dois anos.
O presidente da transição, general Horta Inta-a havia marcada a eleições para 6 de Dezembro, mas o governo nada fez para respeitar o calendário eleitoral.
O primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té anunciou hoje, 8/10/2026, não há condições para realizar eleições em Dezembro.
Ilídio Fez essas declarações após ter sido convocado pelo Presidente da República de transição, general Horta Inta-a, para debater o ponto de situação do processo eleitoral.
"Fui convocado pelo Presidente da República de transição para abordarmos a questão das eleições gerais convocadas para 06 de Dezembro do ano em curso", disse Ilídio Vieira Té, explicando que, ao analisar o nível de preparativos, o Governo constatou que "muitos partidos têm os órgãos caducos e não realizaram os respectivos congressos para a renovação".
O primeiro-ministro de transição sublinhou que, de acordo com os prazos fixados na lei, a submissão de candidaturas junto do Supremo Tribunal de Justiça deveria ter ocorrido até ao passado dia 06, na última terça-feira", mas não aconteceu.
De recordar que o próprio governo de transição proibiu os partidos políticos de realizar qualquer actividade política no país, tendo encerado sedes de vários partidos.
"Todos estes prazos que estamos aqui a falar não foram cumpridos, o que torna impossível a realização de eleições no dia 06 de Dezembro", sustentou Vieira Té.
"Porque temos de realizar umas eleições cumprindo tudo o que está na lei, para evitar problemas pós-eleitorais. Portanto, não existem condições para realizar eleições nessa data", concluiu Vieira Té, remetendo para uma comunicação oficial posterior por parte da Presidência da República sobre a nova calendarização.
A porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Felisberta Moura Vaz, afirmou, em declarações aos jornalistas, à saída de uma audiência com Horta Inta-a, que "tecnicamente é improvável" a realização de eleições na data de 06 de Dezembro.
