Quatro estudantes homens criaram um esmalte pensado para ajudar mulheres a detectar substâncias suspeitas em bebidas, e justamente esse detalhe ajudou o projecto a chamar tanta atenção.
A ideia surgiu na Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Os quatro jovens se conheceram em um programa de empreendedorismo voltado para estudantes de engenharia e começaram a desenvolver o Undercover Colors, um esmalte experimental que deveria mudar de cor ao entrar em contacto com determinadas substâncias usadas para adulterar bebidas.
O conceito rapidamente viralizou. Para muita gente, era uma iniciativa criativa para enfrentar um problema real. Mas o projecto também provocou críticas.
Algumas pessoas questionaram por que a responsabilidade de detectar uma bebida adulterada deveria recair novamente sobre quem poderia ser vítima. Em vez de discutir apenas como mulheres poderiam se proteger, críticos diziam que também era necessário falar sobre prevenção, comportamento dos agressores e responsabilidade de quem comete esse tipo de crime.
Ainda assim, o fato de quatro homens terem decidido trabalhar em uma ferramenta voltada para a segurança das mulheres acabou se tornando uma das partes mais comentadas da história.
E isso levanta uma discussão interessante: homens também devem participar da criação de ferramentas para combater a adulteração de bebidas?
