Victoria Beckham abriu as portas de sua casa com a minissérie documental da Netflix com o seu nome, "Victoria Beckham".
A estilista - que fez parte das Spice Girl - participou na Time100 Summit, no mês passado, em Nova Iorque, e foi questionada precisamente sobre como é que se sentiu ao abdicar da sua privacidade para deixar as câmaras entrarem no seu mundo.
"Para ser sincera, gostei bastante do processo. Costumo dizer que entrei no processo como uma controladora compulsiva e saí como uma controladora compulsiva reformada, porque não tive assim tanto controlo", disse em conversa com a diretoral editorial da Time, Lucy Feldman.
"Houve rumores logo no início: seria este um projeto de vaidade, estaria o meu marido a ajudar-me financeiramente? Não se tratava de opiniões. Eram factos. Estava com algumas dificuldades no meu negócio", comentou depois, referindo-se à série de três episódios que chegou à plataforma de streaming em outubro do ano passado.
"Acho que realmente me abri pela primeira vez, e há uma vulnerabilidade nisso", reconheceu, mas não ficou por aqui. "Foi como um ano de terapia intensiva. Porque vivo sempre no presente e estou sempre a olhar para o futuro", continuou.
"Percebi que passei a maior parte da minha vida a ouvir «não», a ouvir que eu não era boa o suficiente por algum motivo, desde pequena, quando estava na escola. E cada vez que me deitaram ao chão, levantei-me de novo", refletiu.
"Estou muito orgulhosa de mim mesma depois de todos estes anos, e nunca imaginei que iria dizer isto", concluiu.

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