O documentário de Kylie Minogue, intitulado "Kylie", da Netflix, aborda vários aspetos da vida da artista, incluindo as suas batalhas contra o cancro, uma das quais mantida em segredo até agora.
Neste projeto, a cantora explicou que, na época do primeiro diagnóstico, teve que adiar o início do tratamento devido à enorme vontade de ter filhos.
"Há muito mais no cancro do que simplesmente ter a doença, superá-la e estar bem – ou bem por enquanto. Eu tinha 36 anos quando recebi o diagnóstico, então já era hora de pensar em ter filhos", confessou no terceiro episódio.
"Eu tentei. Cheguei a adiar a quimioterapia para tentar engravidar, o que foi bem assustador na época, porque tu só queres que o cancro desapareça. Eu quero sentir-me segura, eu não quero isto. Mas sim, eu tentei algumas vezes fazer fertilização in vitro (FIV), sempre com uma pontinha de esperança. Mas eu não podia deixar de tentar. Se tivesse acontecido, teria sido quase um milagre. Mas não foi assim. É inevitável imaginar como teria sido – e eu sou muito apegada à minha família. Mas esse não era o meu caminho", explicou.
Ainda neste episódio, Kylie leu uma carta que tinha escrito para o bebé "que poderia ter tido". "
Filho distante, minha flor, tu estás a soprar ao vento? Consegues sentir-me enquanto eu te dou vida, envolto num manto de esperança, adormecido num leito de sonhos? O meu passo rumo à eternidade não é o que poderia ter sido. Ou talvez nem seja - pois quem sabe para onde o vento vai soprar? Estou a espera do seu sussurro", referiu.
A artista, atualmente com 57 anos, nunca chegou a ser mãe.

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