Caso Matthew Perry: Suzanne Morrison Recorda o Dia em que o Filho Partiu e Condena Kenneth Iwamasa



A imprensa internacional teve acesso a uma carta escrita pela mãe de Matthew Perry, Suzanne Morrison, onde recorda o dia da morte do ator e critica o ex-assistente da falecida estrela de "Friends", Kenneth Iwamasa, antes da sua sentença. 


Kenneth Iwamasa está a ser acusado de ajudar a conseguir cetamina para Matthew Perry e de ter injetado o ator, incluindo no dia da morte da estrela de "Friends", a 28 de outubro de 2023.

A People adianta que o ex-assistente do ator pode ser condenado até 15 anos de prisão. A sua sentença está marcada para o dia 27 de maio.

"O meu nome é Suzanne. Também sou Momma-Mooma, o nome que o meu filho Matthew me deu. O nome que amei ouvir durante todos estes anos. Ele era o Matso, o meu Manew", começou por escrever Suzanne Morrison na referida carta a que o TMZ teve acesso.

"Apesar de tudo o que passamos, ele era o meu coração e a minha alma. E, numa noite, ele era apenas um corpo, deitado quase nu na relva fria e húmida do quintal de sua casa", lembrou Suzanne Morrison.

"Os helicópteros sobrevoavam o local, ansiosos por um vislumbre do meu menino morto, uma imagem que pudessem mostrar ao mundo inteiro enquanto eu permanecia na rua, ao frio, a implorar por um cobertor para o cobrir. Impossível, claro", continuou. 

A mãe do ator continua a carta a lembrar que, no dia seguinte, foi ver Matthew Perry à morgue "e ele tinha sido vestido, parecia quase bonito e, de alguma forma, aliviado". 

"O Matthew lutou durante metade da sua vida - mais do que metade - contra a dependência. Lutou, falhou e voltou a lutar de novo."

Na mesma carta, Suzanne Morrison critica o ex-assistente do filho, mas começou por dizer que ao início, quando Kenneth começou a trabalhar para o ator, ficou, de certa forma, aliviada. "Ele conhecia o Kenny, e nós também, há 25 anos."

"O Mathew confiava no Kenny. Nós confiávamos no Kenny. A tarefa mais importante do Kenny - de longe - era ser o companheiro e guardião do meu filho na sua luta contra a dependência", acrescentou.

"A sua principal responsabilidade era garantir que o Matthew continuasse a ser o que ele queria ser: livre de drogas. O Kenny sabia que, caso se sentisse demasiado pressionado, bastava uma chamada a qualquer pessoa próxima do Matthew para que os reforços se pusessem a caminho e o seu emprego ficasse a salvo", continuou. 

No entanto, escreve Suzanne Morrison, em vez de proteger o ator, "ele ajudou-o e incentivou-o" no vício em drogas. A mãe do ator alega que Kenneth "arranjou uma fonte de abastecimento, depois outra". "Injetou as drogas no corpo do Matthew, apesar de não ter a menor qualificação para tal." E tê-la-á feito repetidas vezes.

"E depois de ter matado o meu filho, não tirou os olhos de mim. Enviou-me canções, desenhou um pequeno mapa para me ajudar a orientar no cemitério", partilhou ainda Suzanne Morrison ao falar do ex-assistente da estrela de "Friends". 

Mas não ficou por aqui e recordou também que Kenneth insistiu em falar no funeral do ator e que se agarrou a si. "Confiamos num homem sem consciência, e o meu filho pagou o preço."

"Nada me tira esta dor, e tenho a certeza de que não irá aliviar enquanto eu viver", pode ler-se por fim, de acordo com o TMZ. 

A morte de Matthew Perry e as sentenças já conhecidas

De recordar que Matthew Perry morreu no dia 28 de outubro de 2023, aos 54 anos, vítima de uma overdose acidental de cetamina. O corpo do ator foi encontrado no jacuzzi de sua casa, em Los Angeles. 

Desde então têm sido noticiadas as decisões sobre o processo que foi aberto após a morte do eterno Chandler Bing de "Friends". No início de abril relataram que Jasveen Sangha, conhecida como "Rainha da Cetamina", foi condenada a 15 anos de prisão. A mulher já se tinha declarado culpada de cinco acusações, incluindo de distribuição de cetamina que resultou na morte de Matthew Perry.

Isto depois de em dezembro do ano passado, o médico que alimentou o vício de Matthew Perry em cetamina foi condenado a 30 meses de prisão. Salvador Plasencia foi o primeiro dos cinco arguidos a ser sentenciado pela morte do ator, e a sua sentença inclui dois anos de liberdade condicional supervisionada e uma multa de 5.600 dólares.

Em julho de 2025, o médico tinha-se declarado culpado de quatro acusações de distribuição de cetamina e entregou a sua licença médica da Califórnia em setembro desse mesmo ano.

Também no passado dia 13 de maio foi revelada a sentença de Erik Fleming, um dos cinco acusados na morte do ator, tendo sido condenado a 24 meses de prisão e três anos de liberdade condicional.

O ex-realizador de televisão tinha-se declarado culpado, em agosto de 2024, da acusação de conspiração para distribuir cetamina e da acusação de distribuição de cetamina resultando em morte.

Erik Fleming, que era também um terapeuta/conselheiro credenciado para o tratamento de toxicodependência, admitiu ter distribuído a droga, que obteve da chamada "Rainha da Cetamina", e que acabou por matar Matthew Perry. Além disso, admitiu ter distribuído 50 frascos de cetamina ao assistente pessoal do ator, Kenneth Iwamasa.