Meghan Markle e o príncipe Harry contestaram as alegações de que a relação do casal com a Netflix tenha ficado tremida depois de os duques terem dado uma entrevista a Oprah Winfrey, e por causa do lançamento do livro de Harry, "Spare".
A Variety lançou uma reportagem no dia 17 de março onde analisa a colaboração do casal com a Netflix desde que assinaram contrato em setembro de 2020, isto meses depois de os duques de Sussex terem anunciado a decisão de se afastarem do núcleo sénior da realeza britânica e mudaram-se para Montecito, Califórnia.
A revista aponta para tensões entre o casal e a plataforma de streaming por causa do lançamento da série. Isto porque durante a produção de "Harry & Meghan" o casal aceitou dar uma entrevista a Oprah Winfrey, em maio de 2021, onde abordaram vários detalhes pessoais que foram posteriormente incluídos na série documental.
Apesar de na altura não terem sido acusados de violar o contrato, supostamente a Netflix teria ficado desagradada com a alegada falta de comunicação, isto de acordo com a Variety, que diz que a empresa só foi informada pouco antes de a referia entrevista ir para o ar.
No entanto, um porta-voz dos duques de Sussex contestaram esta versão, afirmando que é "falso" que a Netflix não tivesse tido conhecimento da entrevista com Oprah Winfrey.
Sobre o acordo com a plataforma de streaming, o representante explicou que "a Netflix e a Archewell contaram com assessoria jurídica para supervisionar a evolução do acordo, como é prática comum em qualquer alteração contratual em Hollywood".
E uma fonte próxima a toda esta situação disse à revista People que o contrato do casal com a Netflix era limitado a categorias específicas e que o serviço de streaming estava ciente da entrevista e aprovou a mesma.
Depois da entrevista começou a surgir a possibilidade de um livro de memória do príncipe Harry e, de acordo com a Variety, a Netflix teria levantado algumas questões em relação ao facto de a obra poder afetar o lançamento de "Harry & Meghan". Meghan Markle terá dado a entender que a possibilidade de Harry escrever um livro seria algo distante, sem certezas de que pudesse vir a acontecer.
O que é certo é que o livro de memória, "Spare", foi anunciado oficialmente em 2021 e, supostamente, a Netflix foi "apanhada de surpresa" não só pela concretização da obra, mas também, alegadamente, pela altura em que foi anunciada.
Mas, mais uma vez, um porta-voz dos duques de Sussex contestou e disse ser "falso", afirmando que houve comunicação com a Netflix meses antes para que pudessem coordenar o lançamento do livro com a série.
Uma fonte falou com a People e também confirmou que a Netflix estava a par dos planos do príncipe Harry sobre a procura de um contrato separado para o seu livro e um podcast, e que tal era permitido no acordo que fizeram com o serviço de streaming.
Entretanto, Bela Bajaria, executiva da Netflix, também já se manifestou e negou as alegações de desentendimento entre a plataforma de streaming e o casal Meghan e Harry. "Não acreditem em tudo o que leem", disse. "Talvez devêssemos verificar os factos", acrescentou, referindo até que mantêm uma relação com os duques de Sussex, com quem estarão a trabalhar em outros projetos.

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