O escritor português António Lobo Antunes morreu esta quinta-feira, 5 de março, aos 83 anos. O autor, considerado um dos maiores nomes da literatura portuguesa contemporânea, assinou mais de trinta dezenas de romances.
O humorista Eduardo Madeira era um grande admirador da sua obra e fez questão de assinalar a sua partida contando a história de quando o conheceu.
"Morreu o MAIOR. Uma vez encontrei o António Lobo Antunes na Feira do Livro. O meu escritor favorito contemporâneo. Eu tinha-o imitado precisamente no programa «Os Contemporâneos», da RTP. Nunca pensei que ele tivesse visto. Tiramos uma foto juntos e falamos um pouco. E do nada ele diz: você já me imitou, não foi? E eu respondi, meio envergonhado: «sim». E ele disse: não estava nada mau!", contou Eduardo Madeira.
No fim da partilha, o ator refere novamente o quanto admirava o seu talento para a escrita. "Morreu o MAIOR! Tanto quanto pode morrer uma pessoa com esta vida e obra", referiu.
António Lobo Antunes formou-se em Medicina (era psiquiatra) e foi mobilizado como médico militar para Angola durante a Guerra Colonial. Estreou-se na literatura em 1979 com a obra "Memória de Elefante", seguido do famoso livro "Os Cus de Judas".
"As Naus", "Manuel dos Inquisidores", "Fado Alexandrino", "A Ordem Natural das Coisas" e "Exortação aos Crocodilos" são algumas das suas obras mais famosas.
Ao longo da carreira recebeu várias distinções como o Prémio Camões, em 2007, e o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas, em 2008.
Recorde-se que António Lobo Antunes era tio da atriz Paula Lobo Antunes.

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