António José Seguro foi um livro aberto na conversa com Daniel Oliveira, onde além de ter falado sobre a sua carreira política e ter feito comentários nesse sentido, também houve espaço para abordar o lado pessoal.
Entre as partilhas mais 'íntimas', o recém-eleito Presidente da República recordou a fase em que era líder da Juventude Socialista - entre 1990 e 1994. Daniel Oliveira lembrou o momento em que disse, na altura, que nunca tinha fumado um charro. O resultado? Na reunião seguinte "ofereceram-lhe um charro, os jovens socialistas da comissão nacional".
Sobre a família, recordou novamente que conheceu a mulher, Margarida Maldonado Freitas, numa saída à noite.
"Quando sai da Juventude Socialista, estava numa discoteca, estávamos todos bem animados, uns num ambiente completamente descontraído. A certa altura, subi para cima de uma coluna para dançar, como qualquer jovem daquela idade que está entusiasmado, entre os seus, entre amigos", lembrou.
E o que o cativou na mulher, com quem está casado desde 2001? "Várias coisas. A minha mulher é uma mulher muito bonita por dentro e por fora. Apaixonamo-nos à primeira vista. Passado umas semanas estávamos a namorar, e até hoje."
"Caminhamos lado a lado, os dois. Ela tem a sua vida profissional, eu tenho a minha, ajudamo-nos um ao outro, não interferimos, ouvimo-nos um ao outro e nos momentos mais importantes a Margarida está ao meu lado. Completamo-nos bem, somos diferentes em alguns aspetos, noutros somos convergentes e esse complemento faz com que ela seja especial para mim", acrescentou. Sou uma pessoa feliz, tranquila", afirmou.
António José Seguro e Margarida Maldonado Freitas têm dois filhos em comum, Maria, de 23 anos, e António, de 18.
A paternidade foi também tema de conversa, com o Presidente da República a destacar que ser pai "mudou muito".
"Primeiro começou a mudar as noites, passei a dormir menos. Como se o mundo de um momento para o outro se focasse só ali na minha filha ou no meu filho. É uma alegria, é indescritível. Depois é preocupação, os cuidados, o saber educar. Acho que talvez o educar seja mais difícil, porque nunca estamos preparados para ser pais", disse.
"Não há um kit a dizer como é que se deve ser pai. Tentamos dar-lhes o melhor, mas acho que é uma aprendizagem em função daquilo que vai acontecendo, como é que os filhos se comportam nas diferentes fases. E depois há um momento em que percebemos que eles têm um pensamento próprio, têm vida própria", acrescentou.
"E esse é o momento mais interessante, porque é o momento de libertação - para eles porque não têm os pais a perguntar onde vão e o que vão fazer, e para nós que dizemos que, afinal, eles estão a ser aquilo que nós também fomos no passado", comentou ainda, afirmando que "tentou ser o melhor pai do mundo".

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