É um dos temas que tem estado a dar que falar no início da segunda semana de campanha para as eleições presidenciais. Esta segunda-feira, 12 de janeiro, o candidato João Cotrim de Figueiredo foi acusado de assédi0 se✖ual.
A acusação partiu de Inês Bichão, ex-assessora do grupo parlamentar da Iniciativa Liberal, através de uma publicação nas redes sociais [entretanto apagada]. “Nunca vou esquecer as várias vezes em que bloqueei quando me disse 'Excelente trabalho, só falta abrires as pernas comigo', 'De que tipo de homens gostas?', 'Mais grossa ou mais comprida?'", acusou a advogada, citada pelo site Flash.
“Não vou esquecer o que acontece às pessoas que não fazem o que ele [Cotrim de Figueiredo] quer ou que pensam diferente de si. E dos telefonemas que faz logo a seguir para minar propostas de trabalho (...) Que me acuse daquilo que quiser, se tiver ponta por onde pegar. Calada estive eu e assim vou continuar, porque não merece que a minha vida seja prejudicada por aquilo que ele fez. Não suporto a ideia de o ver em Belém, com o Octávio, com o Bernardo e com o Ricardo [figuras da Iniciativa Liberal]", completou.
Entretanto, João Cotrim de Figueiredo reagiu, de imediato, e negou a acusação de que é alvo.
"É claro da minha parte que é completamente falsa essa alegação (...) Perguntem a qualquer das dezenas de mulheres que trabalharam comigo ao longo destes anos se têm alguma razão de queixa, incluindo as mulheres que trabalharam comigo na mesma altura dessa senhora", afirmou, citado pela SIC Notícias.
O candidato presidencial falou ainda num "ataque a uma candidatura que tem vindo em crescendo”. “A calúnia que circula sobre o meu alegado comportamento é totalmente destituída de fundamento. É de uma gravidade que não pode ser deixada passar sem reação e, por isso mesmo, para além deste esclarecimento, irei processar por difamação a pessoa em causa, independentemente das suas circunstâncias e das funções que exerce num dos gabinetes do atual Governo”, lê-se no comunicado emitido por João Cotrim de Figueiredo.
Quem é Inês Bichão?
Mas, afinal, quem é Inês Bichão? Natural de Viseu, licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Inês Bichão tem um vasto currículo político e académico.
Atualmente, trabalha no Ministério dos Negócios Estrangeiros, depois de uma passagem pelo Ministério do Ambiente e Energia entre março e junho de 2025. Antes disso assumiu ainda o cargo de assessora parlamentar entre 2022 e 2023.
Inês Bichão é também especialista certificada em Regulamentação de Alta Qualidade e analista de políticas públicas pelo London School of Economics. Autora de dois livros, foi distinguida com o Prémio Jacques Delors de Direito da União Europeia 2024. Segundo o Jornal de Notícias, Inês Bichão conseguiu esta distinção com com o trabalho de investigação científica em Direito da União Europeia intitulado O ato administrativo desconforme ao Direito da União Europeia.
Trinta mulheres defendem Cotrim de Figueiredo em carta aberta
Esta terça-feira, 13 de janeiro, 30 mulheres que trabalharam com Cotrim de Figueiredo garantiram numa carta aberta, que "nunca vivenciaram ou presenciaram comportamentos inadequados" do candidato presidencial, após a acusação de assédio se✖ual por uma ex-assessora parlamentar da Iniciativa Liberal (IL).
“Nenhuma de nós vivenciou ou presenciou comportamentos inadequados nas interações que tivemos, incluindo em contextos de trabalho com várias mulheres na equipa nos quais o ambiente se manteve profissional e respeitador", afiançaram na missiva, distribuída aos jornalistas, citada pela SIC Notícias.
Entre estas 30 mulheres constam os nomes de Iva Domingues, Filipa Garnel, das deputadas da IL na Assembleia da República Joana Cordeiro e Angélique Da Teresa, e da ex-deputada liberal, Patrícia Gilvaz.

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