Professora Infantil É Presa Ao Vivo Na TV Enquanto Condenava Ação De Trump Contra Venezuela Nos EUA



Uma professora de pré-escola foi presa quando dava uma entrevista durante protesto, no último sábado (3/1), contra o ataque do EUA à Venezuela que culminou com a captura (que o governo brasileiro define como sequestro) do presidente Nicolás Maduro.


Jessica Plichta, de 22 anos, foi abordada por agentes de segurança em Grand Rapids (Michigan, EUA), quando criticava o presidente dos EUA, Donald Trump, pela operação militar no país sul-americano.


Nas imagens da transmissão, dois policiais se aproximam por trás dela enquanto ela finalizava a entrevista com a WZZM, afiliada da ABC na cidade, e a escoltam para fora do enquadramento enquanto ela diz: "Não estou resistindo à prisão". Ela foi a única detida.


O episódio aqueceu a discussão sobre democracia, liberdade de expressão e policiamento de protestos nos EUA.


A WZZM informou que um policial a acusou de "obstrução de via pública e desobediência a ordem legal", e que Jessica foi acusada de desobediência a ordem legal.


"Não acho que seja coincidência que, assim que terminei uma entrevista falando sobre a Venezuela, fui presa", afirmou a professora após ser solta.


Ela detalhou que a empurraram para dentro da viatura sem colocar o cinto de segurança e, em seguida, dirigiram por uma curta distância pela rua — fora do alcance das câmeras e dos pedestres. Segundo Jessica, eles pararam novamente, a retiraram do veículo, a inclinaram sobre ele, a revistaram e levaram seus pertences. Ela se lembrou de um policial dizendo que a removeram porque ela estava "causando tumulto".


Ela também disse que os policiais a pressionaram repetidamente para saber se ela era venezuelana, qual era sua ligação com a Venezuela e por que ela havia participado do protesto. Jessica contou que os agentes tentaram fazê-la identificar outros manifestantes.


"Estamos tão acostumados e habituados à repressão quando nos manifestamos contra guerras. Quando nos manifestamos pela Venezuela, quando nos manifestamos pela Palestina, esperamos que a polícia queira nos silenciar", disse ela ao site "Zeteo". "Isso só mostra o quanto eles acham que podem se safar impunemente, como é fácil para eles isolar as pessoas da vista do público quando fazem isso", acrescentou.