Pai Condenado a 30 Anos na Holanda por Crime de Honra Contra Filha "Muito Ocidentalizada"




Ryan desapareceu em 22 de maio de 2024. Um pedestre encontrou o corpo da jovem, que tinha 18 anos, em 28 de maio, em Lelystad, cerca de 40 quilômetros a nordeste de Amsterdã (Holanda).


A vítima havia sido amarrada e jogada num região pantanosa de uma reserva natural, onde acabou morrendo afogada. O responsável foi identificado pela investigação policial como Khaled al Najjar, de 53 anos, o pai de Ryan, que é muçulmano. O motivo para o crime de honra: a jovem estava tendo um comportamento "muito ocidentalizado". Investigadores encontraram DNA de Khaled sob unhas da vítima, indicando que ela havia lutado.


Pelo crime de honra, Khaled foi condenado a revelia na semana passada a 30 anos de prisão. Ele fugiu para a Síria. Seus dois filhos, Mohamed, de 23 anos, e Muhanad, de 25, também foram considerados culpados pela participação no crime e condenados a 20 anos cada, mas apenas o mais velho estava presente no tribunal para a leitura da sentença. Autoridades informaram que o irmão mais novo do homem decidiu permanecer em prisão e não comparecer à audiência.


"Vou limpar o meu nome", disse Muhanad após ouvir a sua sentença, finalizando julgamento iniciado em 27 de novembro, de acordo com o "Daily Mail".


A decisão da juíza concluiu que Khaled amarrou a filha, a estrangulou e a deixou na água. A maigistrada acrescentou que um de seus filhos, cujo nome não foi divulgado, também estava no local onde sua irmã foi amarrada e acabou na água. O tribunal afirmou, ainda, não ter conseguido estabelecer o papel do outro filho, mas disse que isso era "irrelevante para a questão da culpa".


"É evidente que ele também desempenhou um papel significativo na morte de sua irmã. Ele e seu irmão a buscaram em Rotterdam e a levaram até Oostvaardersplassen, sabendo o que a aguardava", declarou a juíza.


Khaled chegou a enviar mensagens ao jornal holandês "De Telegraaf"afirmando que era o responsável pela morte da filha e inocentando os filhos. A Promotoria, entretanto, rejeitou a alegação.


A vítima revoltou o pai por conviver com rapazes, recusar-se a usar véu e usar redes sociais. A "gota d'água" para o crime brutal foi um vídeo postado por Ryan no TikTok, no qual aparece sem véu e maquiada. A família da jovem alegou se sentir "envergonhada" com as imagens.