Heloísa de Carvalho Martin, filha mais velha do escritor e filósofo conservador Olavo de Carvalho, morreu na noite desta quarta-feira (data não divulgada), em São Paulo. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Atibaia.
Em nota, a Polícia Civil informou que não divulgará mais detalhes em razão da natureza da morte. Nas redes sociais, Davi de Carvalho, irmão de Heloísa, pediu orações pela irmã e afirmou que não comentará mais o assunto. “Pode parecer contraditório, considerando todas as desavenças que havia entre ela, os irmãos e os pais, mas peço que, quem puder, faça uma oração por sua alma”, escreveu.
Após a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, Heloísa ganhou notoriedade ao criticar publicamente o pai, conhecido por sua influência entre apoiadores do então presidente. Filiada ao PT, ela se posicionou diversas vezes contra Olavo de Carvalho e chegou a publicar um livro relatando a convivência familiar, na qual o descreveu como um pai ausente.
A relação entre pai e filha foi marcada por conflitos públicos e disputas judiciais. Em 2017, Olavo registrou uma queixa-crime contra Heloísa, acusando-a de integrar uma organização criminosa com apoio de partidos de esquerda para prejudicar sua imagem; o caso acabou arquivado. Posteriormente, ele também a processou por calúnia e difamação após a publicação de uma carta. O litígio foi encerrado após um acordo judicial, no qual Heloísa deletou sua conta no Facebook e Olavo desistiu da ação.
Em 2020, Heloísa publicou nas redes sociais que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, estava em Atibaia. Meses depois, Queiroz foi preso em um imóvel pertencente a Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, no mesmo município.
Rompida com a família desde 2017, Heloísa foi excluída do testamento feito por Olavo de Carvalho nos Estados Unidos, onde ele possuía duas residências. A herança foi dividida entre os outros sete filhos, um tio e a viúva, Roxane. Olavo de Carvalho morreu em 2022, aos 74 anos.
Na ocasião da morte do pai, Heloísa afirmou publicamente que ele havia falecido em decorrência da covid-19, doença cuja gravidade Olavo negava. Ao compartilhar a nota de falecimento, escreveu: “Que Deus perdoe ele de todas as maldades que cometeu”.

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