O que começou como uma saída de rotina para recepção de relatórios do patrulhamento comunitário terminou em dores, vômitos e morte.
Um chefe da Polícia Comunitária, no distrito de Marracuene, morreu supostamente envenenado na casa da amante, também membro do policiamento comunitário.
Os parentes da vítima disseram à reportagem da Miramar que o chefe por volta das 18h de sábado (10), como habitual, esteve reunindo com a equipa de trabalho e no término do encontro saiu com a suposta amante para a casa dela. Na referida casa, teria ingerido um copo de bebida tradicional denominada ukanyi (canhú).
Horas depois, o silêncio foi quebrado por uma chamada telefônica. Do outro lado da linha, a mulher informava à família que o chefe da polícia comunitária estava sem sinais vitais.
Testemunhas dizem que o corpo foi encontrado em estado preocupante, com vômitos e espuma a sair pelas narinas, sinais que levantaram fortes suspeitas de envenenamento. Em pouco tempo, a notícia espalhou-se pelo bairro, o que gerou revolta, murmúrios e acusações.
Moradores apontam o dedo à mulher que o acompanhava naquela noite, alegando que não seria o primeiro homem a morrer na sua casa, acusações graves que, até ao momento, não foram confirmadas pelas autoridades.
A vítima, que conciliava a função de chefe da polícia comunitária com a actividade de pescador, deixa uma esposa e sete filhos, agora mergulhados na dor e na incerteza.

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