Júlio Isidro juntou-se às muitas homenagens que foram feitas a Anita Guerreiro nas redes sociais. A artista morreu no passado fim de semana, aos 89 anos.
"Lisboa tem um cheiro triste de um adeus", começou por intitular Júlio Isidro ao ter escrito um texto sobre Anita Guerreiro na sua página de Facebook.
"A menina que nasceu no Intendente, partiu como queria... durante o sono, talvez num sonho de reencontro com a Lisboa que cantou e encantou com a sua enorme alegria e paixão pela cidade", partilhou o apresentador ao falar da atriz e fadista.
"Anita que ficou Guerreiro e que só queria ser uma de duas coisas, milionária ou fadista, na impossibilidade da primeira, encheu os palcos de revista com o seu talento de comediante, as ruas de «Lisboa já com sol mas a cheirar a lua», as calçadas que calcorreou alegremente porque «Se chovia cheirava a terra prometida»", acrescentou.
"Foi minha convidada diversas vezes e lembro-me de estar a entrevistá-la no estúdio e junto à porta, sentado cada vez mais ausente, o seu amado Pepe Cardinalli que acompanhou até ao fim. Lembro-me de a ver a caminhar para o Faia, vinda da sua casa no Bairro Alto que tinha as flores mais bonitas na varanda «Um craveiro numa água furtada». Foi essa Lisboa com «Cheiro de flores e de mar» que a Anita cantou até ao fim do seus dias", continuou.
"Lisboa já não é a mesma, mas Anita Guerreiro irá eternizar aquela Lisboa que nós amamos e que sonhamos ver um dia de volta. Queremos o «Cheirar aos cafés do Rossio»... As tertúlias em vez do comércio mascarado de tradição. Sente-se uma brisa de tristeza a soprar pelos bairros antigos da nossa cidade e hoje o fado cheira ainda mais a solidão", lamentou.
"Nas marchas populares vamos recordar os seus passos a descer a avenida e a cantar as marchas dos mercados", prometeu, não deixando de destacar também a homenagem que foi feita a Anita Guerreiro na Praça da Alegria.
"A «menina do Intendente» que estreou na revista «Peço a palavra» a marcha «Cheira a Lisboa» tem o nome gravado a pedra da nossa calçada no Passeio da Fama, na Praça da Alegria", realçou.
"A conversa derradeira que tivemos foi no «Inesquecível 500», apenas um regresso ao passado longínquo, o que lhe restava mais presente como a letra do «Cheira a Lisboa». Na homenagem que fiz aos 100 anos do Parque Mayer foi também um momento inesquecível de televisão. E lá estava a Anita a acenar-me um adeus que agora, muito comovido, lhe retribuo", escreveu, por fim, Júlia Isidro.
De recordar que Anita Guerreiro morreu no domingo, dia 7 de dezembro, aos 89 anos, como foi comunicado na altura pela Casa do Artista, em Lisboa, onde a artista vivia desde 2018.
As homenagens à fadista e atriz não tardaram a ser feitas nas redes sociais, entre elas José Raposo, que destacou esta "grande perda". "Está a fugir-me gente que aprendi a amar pela vida fora, gente que me ensinou a ser gente…"
Também nomes como Heitor Lourenço, João Baião, Maria Rueff e Raquel Tavares deixaram uma mensagem nas redes sociais.

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