A actriz norte-americana Angelina Jolie fez, esta quarta-feira, uma visita surpresa à cidade de Kherson, no sul da Ucrânia, que está na linha da frente da guerra.
Segundo a imprensa ucraniana, a também antiga enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) visitou centros médicos, incluindo uma maternidade e um hospital pediátrico.
Nas redes sociais, Vitali Bogdanov, um político local de Kherson, divulgou fotografias da visita em que Angelina Jolie aparece com um colete à prova de balas com insígnias ucranianas. No entanto, nem a atriz nem o governo ucraniano confirmaram oficialmente a visita.
A cidade de Kherson, sublinhe-se, tem valor estratégico para a Rússia porque funciona como porta para a Crimeia e para o Mar Negro, tendo estado na linha da frente desde o início da invasão russa da Ucrânia.
As tropas russas conseguiram capturar a cidade no início de março de 2022, mas a ocupação durou apenas alguns meses, até novembro do mesmo ano.
Esta não foi a primeira vez que Angelina Jolie esteve na Ucrânia durante a guerra. Em abril de 2022, cerca de dois meses após o início da invasão, esteve na cidade de Lviv, onde contactou com algumas pessoas deslocadas por causa da guerra.
"Eles devem estar em choque… Sei como o trauma afeta as crianças, sei que só o facto de haver alguém que mostra que elas importam, que a suas vozes importam, é curativo para elas", disse a atriz, na altura.
Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
Em setembro de 2022, Moscovo declarou a anexação das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson, apesar de não as dominar totalmente.
A Rússia já tinha anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.
A Ucrânia e a generalidade da comunidade internacional não reconhecem a soberania russa nas cinco regiões anexadas.

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