A recente confirmação de casos de intoxicação por metanol no Brasil pelo Ministério da Saúde reacendeu um debate inesperado nas redes sociais. Internautas resgataram um episódio marcante da série médica House M.D. em que a substância também é protagonista — e o tratamento aplicado pelo excêntrico Dr. House causou surpresa (e curiosidade).
No episódio em questão, que abre a segunda temporada da série, um paciente é diagnosticado com envenenamento por metanol. A solução adotada pelo personagem interpretado por Hugh Laurie foi, no mínimo, inusitada: administrar álcool etílico ao paciente. Isso mesmo — mais álcool como forma de tratamento.
“Tem um episódio de House M.D. que o paciente tenta se matar ingerindo metanol do toner da impressora e o House cura ele dando cinco doses de tequila”, lembrou um internauta no X (antigo Twitter). Outro comentou com bom humor: “Nunca pensei que essa informação seria útil um dia”.
Apesar do tom descontraído, a lógica por trás da cena tem respaldo na medicina. Em casos de intoxicação por metanol, o etanol pode ser usado como antídoto porque compete com o metanol pela enzima álcool desidrogenase, responsável pelo seu metabolismo no organismo. Isso retarda a formação de compostos tóxicos, como o formaldeído e o ácido fórmico, que causam danos graves, especialmente ao sistema nervoso central e à visão.
Entretanto, especialistas alertam que esse tipo de tratamento só deve ser feito em ambiente hospitalar, com monitoramento rigoroso e suporte clínico adequado. A automedicação pode agravar ainda mais o quadro do paciente.
Situação no Brasil
De acordo com boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira (2/10), foram notificadas 59 suspeitas de intoxicação por metanol no país, sendo 11 casos já confirmados, todos no estado de São Paulo. Os demais seguem em investigação.
Entre os casos investigados está o do rapper Hungria, de 34 anos, internado em Brasília com suspeita de ter ingerido bebidas adulteradas. A hipótese é que o artista tenha consumido metanol disfarçado como bebida alcoólica, o que acende um alerta para o risco crescente da falsificação de bebidas no Brasil.
O ministério orienta que, ao consumir bebidas alcoólicas, a população dê preferência a produtos de procedência conhecida e evite itens com preços muito abaixo do mercado, especialmente em festas ou eventos informais.

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