Lily Phillips Investe Em Clone De IA Que Pode Interagir Com 10.000 Homens

0


A modelo britânica Lily Phillips criou uma réplica digital com Inteligência Artificial para interagir com até 10.000 utilizadores em simultâneo.


Depois de ter gerado intensa polémica ao participar numa maratona com mais de uma centena de homens em poucas horas, a criadora de conteúdos britânica Lily Phillips, de 25 anos, decidiu mudar radicalmente de escala no universo do entretenimento adulto. Em vez de testar os limites físicos em eventos presenciais, a modelo recorreu à tecnologia para criar uma réplica digital baseada em Inteligência Artificial.


O objetivo da nova ferramenta — batizada de Lily AI — passa por permitir que até 10.000 fãs interajam com o seu alter ego virtual num único período de 24 horas, sem que a modelo precise de interromper a sua rotina diária ou sair de casa.


O funcionamento da réplica digital e o “Pornstar Mode”

Desenvolvida em parceria com a plataforma de IA erótica OhChat, a aplicação foi treinada para replicar com exatidão o tom de voz, os traços físicos, a linguagem e o sentido de humor da criadora britânica.


Por uma assinatura mensal fixada nos 9,99 dólares (cerca de 9,20 euros), a plataforma disponibiliza aos utilizadores uma experiência personalizada. O serviço inclui o envio de imagens sensuais, mensagens de áudio exclusivas, diálogos interativos e a simulação de chamadas em tempo real através de um recurso denominado “Pornstar Mode”.


 

 


Segundo a própria modelo, o avanço tecnológico surge como uma resposta direta à limitação de tempo para responder às milhares de solicitações que recebe diariamente nas redes sociais, criando uma alternativa de interação contínua para quem acompanha o seu trabalho.


A fronteira do consentimento e o aviso contra a solidão

Apesar do investimento nesta nova fonte de receita, Lily Phillips estabelece uma distinção clara entre a sua réplica autorizada e o ecossistema abusivo dos deepfakes gerados sem permissão. A criadora sublinha que a transparência e a autorização explícita do titular do rosto são os fatores que separam o negócio legítimo da violação de privacidade no espaço digital.


Por outro lado, a modelo deixa uma chamada de atenção aos utilizadores que recorrem a chatbots de Inteligência Artificial para colmatar a solidão ou simular relacionamentos amorosos reais. Para a britânica, a ferramenta foi concebida exclusivamente como entretenimento e fantasia, lembrando que uma aplicação de software não substitui a complexidade, as emoções e a vida real de uma pessoa.


Fotos: Reprodução Instagram

Enviar um comentário

0 Comentários

Enviar um comentário (0)