A equipe enxergou o relevo sem abrir caminho até o chão: usou radar e pequenas mudanças na superfície do gelo.
Esses sinais revelaram redes de vales e cristas na Antártida Oriental. Ao reconstruir a paisagem, os cientistas identificaram marcas de rios antigos, que depois foram modificadas por geleiras.
O relevo sobreviveu à cobertura de gelo por milhões de anos.
Em certos trechos, a base do gelo permanece fria e desgasta pouco o terreno. Isso ajuda a conservar formas antigas que, sob geleiras mais erosivas, poderiam desaparecer.
A análise indica que as últimas mudanças por geleiras locais ocorreram antes de cerca de 14 milhões de anos. Desde então, aquelas formas foram preservadas.
A floresta e o lago da arte são ilustrativos: o estudo reconstruiu o terreno, sem encontrar um ecossistema vivo.
Fonte: Nature Communications, Universidade de Durham
