Isalcio Mahanjane, advogado da família do antigo Presidente da República, Armando Emílio Guebuza, alega que o processo das dívidas ocultas tinha como objectivo atingir o antigo Chefe de Estado, os seus familiares, amigos e colaboradores.
Segundo o causídico, “dúvidas não restam de que o calvário judicial cognominado processo tinha como meta atingir o Presidente Armando Emílio Guebuza e, a partir dele, os seus familiares, amigos e aos que colaboraram durante o seu consulado”.
Numa publicação no Facebook, o advogado crit!ca igualmente a condução do processo, que classifica como um “reality show”, alegando que algumas pessoas continuam a s0frer consequências judiciais, sociais e profissionais, enquanto outras estariam protegidas.
“Volvido este lapso de tempo, muitos processos continuam em aberto, e as pessoas perderam o direito de viver, sequer de serem nomeados ou confiadas tarefas”, afirmou.
Para o causídico, “as dívidas, que custaram s4ngue, privação de liberdades (...) parecem ter vindo para ficar e com ele a perpétua pena para os ‘Guebuzistas’”.
As declarações surgem após o afastamento de Waldemar de Sousa do cargo de Governador do Banco de Moçambique, 24 horas depois da sua nomeação, na sequência de contestação pública relacionada com um alegado processo judicial sobre as dívidas ocultas, que terão lesado o Estado moçambicano em mais de 2,2 mil milhões de dólares.
