Numa decisão surpreendente e sem precedentes recentes na gestão do Banco Central, o Presidente da República, Daniel Chapo, voltou atrás e revogou a nomeação de Waldemar Fernando de Sousa para o cargo de Governador do Banco de Moçambique, poucas horas após o anúncio inicial.
Com o recuo repentino, fundamentado oficialmente por "questões supervenientes", o Chefe do Estado promoveu o economista Felisberto Dinis Navalha, que havia sido indicado inicialmente para Vice-Governador, ao cargo principal de governador da instituição bancária reguladora. Para a vaga de Vice-Governadora, foi designada Maria Guimino.
A revogação relâmpago altera a estrutura de liderança prevista para a autoridade monetária nacional, cuja responsabilidade passa agora para as mãos de Felisberto Navalha. O novo governador terá a missão de presidir ao Conselho de Administração e dirigir as políticas monetária e financeira do país.
A tomada de posse de emergência do novo governador está confirmada para esta quarta-feira, 2 de setembro, às 7h30, no Gabinete da Presidência da República. A cerimónia de empossamento de Maria Guimino como Vice-Governadora ocorrerá em data a anunciar.
