O Tribunal Judicial da Província da Zambézia determinou a medida de coação máxima para os três indivíduos detidos por alegado envolvimento no homicídio de Dom Osório Citora Afonso, Bispo da Diocese de Quelimane. Entre os indiciados, destaca-se um sacerdote da Igreja Católica.
Os suspeitos, que incluem o padre, um guarda e um jardineiro afectos à residência episcopal, foram submetidos a um longo e exaustivo interrogatório na presença de um juiz de instrução criminal. A audição prolongou-se por várias horas e gerou forte expectativa pública.
De acordo com uma reportagem da STV, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) quebrou o silêncio e pronunciou-se publicamente pela primeira vez sobre o estágio das investigações, logo após a sessão em tribunal. As autoridades confirmaram que o prelado foi vítima de uma morte violenta, tendo sido utilizado uma arma de fogo do tipo AK-M.
Até ao momento, já foram realizados exames periciais médico-legais e balísticos, tendo sido analisado o projéctil extraído do corpo da vítima e o invólucro recuperado na cena do crime. Estão também em curso análises de ADN e levantamento de vestígios biológicos para consolidar as provas indiciárias.
Embora o SERNIC trate os detidos nesta fase como “potencialmente suspeitos”, o magistrado considerou haver indícios suficientes para manter o padre, o guarda e o jardineiro detidos sob a medida de prisão preventiva, enquanto prosseguem as diligências investigativas para apurar as reais circunstâncias, os autores morais e materiais, bem como o móbil do crime hediondo que chocou o país.

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