Descoberta Em Angola Revela Espécies Até Agora Desconhecidas Pela Ciência



Investigadores descobriram novas espécies de animais e insetos durante uma expedição científica realizada no planalto de Lisima, uma região remota e ecologicamente estratégica em Angola, que alimenta quatro dos maiores rios africanos: o Congo, o Okavango, o Zambeze e o Cuanza. Entre as descobertas mais surpreendentes está uma aranha fluorescente que brilha quando exposta à luz ultravioleta, espécie até agora desconhecida da ciência. A missão, liderada pela organização Wilderness Project em fevereiro deste ano, permitiu ainda identificar oito novas espécies de libélulas, três espécies inéditas de gafanhotos e cerca de 60 novas borboletas e traças.

Os cientistas encontraram igualmente uma nova espécie de grilo predador com carapaça protetora, uma lagarta da família dos licenídeos e a respetiva borboleta adulta, além de uma aranha tecedeira com coloração semelhante à das joaninhas, utilizada como mecanismo de defesa contra predadores. As descobertas surgem numa altura em que cientistas de todo o mundo procuram catalogar espécies antes que desapareçam. Estima-se que existam cerca de 8,7 milhões de espécies no planeta, mas apenas 1,5 milhões foram formalmente descritas pela ciência.