Francisco Moita Flores, de 73 anos, marcou presença esta quarta-feira, 27 de maio, no programa "Dois às 10", da TVI.
O escritor, comentador, investigador e antigo inspetor da Polícia Judiciária recordou numa entrevista intimista conduzida por Cristina Ferreira e Cláudio Ramos um dos momentos mais marcantes da sua vida, aquele em que a saúde lhe pregou um grande susto.
Moita Flores teve em 2022 uma paragem cardíaca provocada por um enfarte.
"Só tive consciência do que me acontece quando saí do hospital, até lá julgo que era a luta pela sobrevivência", confessou, explicando que não teve qualquer sintoma do enfarte e nem tinha predisposição genética para tal - apesar de fumar muito.
"Ainda por cima foi de uma forma espetacular, isto acontece na Feira do Livro [de Lisboa]", recordou, dando detalhes de como tudo aconteceu.
"Antes de entrar na Feira do Livro fui comer uma fartura, para estar bem disposto. Entrei na Feira do Livro, acho que assinei dois autógrafos e caí para o colo da minha editora, que estava sentada ao meu lado. Sem nenhuma dor, sem nada que fizesse supor que ia ficar doente."
Por sorte, estavam no local três médicos que o "salvaram". Um destes profissionais de saúde era mesmo cardiologista.
"Eu estava morto, estive morto vários minutos. E foi ele [o médico cardiologista] a correr salvar-me, com a mulher que também e médica e uma outra médica que também estava no stand [da feira do livro]", recordou o escritor, que esteve em paragem cardiorrespiratória durante "quase sete minutos".
Francisco Moita Flores, importa referir, esteve no programa "Dois às 10" para promover o seu novo livro. "Sangue e Silêncio no Poço dos Negros" é o nome da obra, o segundo policial do antigo inspetor da Polícia Judiciária.

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