De 2001 a 2023, a Bud Light reinou no topo do mercado americano de cervejas.
Duas décadas seguidas como a mais vendida dos Estados Unidos.
Então chegou abril de 2023.
A marca enviou uma lata personalizada para Dylan Mulvaney, influenciadora trans com mais de 10 milhões de seguidores no TikTok, como parte de uma campanha comemorativa.
O público central da Bud Light não era exatamente o mesmo público de Dylan Mulvaney.
Homens conservadores, do Centro e do Sul dos Estados Unidos, que bebiam Bud Light em churrascos e jogos de futebol americano.
O boicote foi imediato.
O cantor Kid Rock gravou um vídeo atirando com um rifle em caixas da marca e jurou nunca mais bebê-la.
Outros artistas country seguiram o mesmo caminho.
Nas semanas seguintes, as vendas despencaram mais de 24% em relação ao ano anterior.
A Modelo Especial, cerveja mexicana que nunca havia chegado perto do topo, assumiu a liderança do mercado.
A AB InBev, controladora da marca, registrou prejuízo de 400 milhões de dólares no trimestre seguinte.
A empresa demitiu executivos de marketing e tentou se desculpar publicamente.
Mas errou de novo.
Ao tentar não tomar partido, desagradou os dois lados ao mesmo tempo.
Meses depois, na tentativa de recuperar terreno, contratou Peyton Manning, Post Malone e Dana White para uma campanha no Super Bowl.
Os comerciais eram bons.
O problema é que os clientes que partiram não voltaram.
Dois anos depois, as vendas ainda caem.
A liderança nunca foi recuperada.
O erro não foi contratar uma influenciadora trans.
O erro foi não conhecer o próprio cliente.
Quando uma marca ignora quem realmente a sustenta, descobre tarde demais o quanto esse vínculo era frágil.
Fontes: Gazeta do Povo — Revista Oeste — Fortune — Hollywood Reporter

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