No próximo sábado a entrevista que vai o ar no "Alta Definição" é com Maria João Bastos. Como é habitual dias antes do programa, o apresentador Daniel Oliveira divulgou um excerto da sua conversa com a atriz.
Numa publicação que foi feita na página de Instagram de Daniel Oliveira, Maria João Bastos começa por refletir: "A mulher tem que ser respeitada nas suas escolhas, sejam elas quais forem. Não casar, não ter filhos, ter quatro filhos, ser mãe solteira. Não vejo julgarem os homens da mesma forma."
"Não vejo um homem que opta por não ser pai e por ser solteiro ser julgado como a mulher é julgada. E por isso é que é importante falar sobre estes temas. Porque acho que a mulher ainda vive num lugar em que tem muito dedo apontado a ela. Quando ela é um ser maravilhoso, que tem tanto para dar ao mundo e que tem que ser respeitado o espaço que ela quer ocupar no mundo", completou.
De recordar que a atriz integra o elenco da novela "Páginas da Vida", da SIC. A sua entrevista vai ser transmitida já no próximo sábado, dia 25 de abril.
Maria João Bastos é também uma das atrizes que faz parte da série "Rabo de Peixe", que teve a sua terceira e última temporada lançada no dia 10 de abril.
A atriz conversou com o Notícias ao Minuto sobre este projeto. Ao comentar sobre a sua personagem na série da Netflix, a inspetora da Polícia Judiciária Paula, sobretudo nesta nova temporada, Maria João Bastos comentou:
"Ela tem características que se mantêm traços da força dela. A coragem, a obstinação, a obsessão... Agora está focada não na parte profissional, mas sim na sobrevivência à sua própria dor de ter a filha desaparecida, de não saber onde é que a filha está, de gerir esse lado humano - vulnerável e frágil - que ela está a enfrentar. Ainda assim, ela mantém-se à tona e continua com a força de querer ir atrás de justiça, de vingança e de não desistir.
Mas é óbvio que há uma nova personagem, mas quem não muda perante uma tamanha dor? Talvez a maior dor do mundo, que é a dor do desaparecimento de um filho e de não saber onde é que está.
Para ela, uma polícia que controlava tudo, que tinha coragem para tudo e que enfrentava tudo, de repente vê-se completamente exposta à sua própria dor e vulnerabilidade de não controlar nada. Isso é interessante na personagem. Essa diversidade que a põe num lugar em que ela nunca tinha estado."

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