João Baptista Reage Às Críticas Do "Passadeira Vermelha": "Já Fui Julgado Pela Justiça"



Para "encerrar este assunto de uma vez por todas", João Baptista sentiu necessidade de gravar um vídeo para falar sobre os comentários que ouviu a seu respeito no programa "Passadeira Vermelha".


Isto porque, diz, "foi com clara insatisfação que assistiu aos comentários feitos por lá recentemente". "Na verdade, nada reflete os factos e apenas contribuem para uma narrativa, para mim, injusta e bastante desencorajadora. Mesmo."

"Antes de comentarem, seja o que for, de forma leviana, seria fundamental procurarem fontes diretas. Eu, por exemplo, fiz uma entrevista com o Eduardo Siopa, «Siopa Convida», é como se chama ou chamava o programa, no dia 16 de março de 2025, onde ficou evidente, de forma pública e transparente, que houve um pedido de desculpas a todos os portugueses e, reforço, a todas as mulheres, relativamente ao sucedido", acrescentou. 

"Ignorar ou omitir esse ponto essencial faz com que nem sequer mereçam opinião. Isso é desinformação e prejudica. O que é muito importante reforçar aqui, também, é que já existiram consequências. Eu já fui julgado por quem tinha que ser julgado. Já enfrentei o processo. Já assumi a responsabilidade pelos meus atos. Mais do que isso, houve depois uma reflexão, houve uma aprendizagem e um compromisso genuíno em evoluir enquanto ser humano", destacou de seguida. 

"Falaram da minha filha, que uso a minha filha. Isso deixou-me revoltado, porque sou pai e é normal que me preocupe com a minha filha. Eu acho que quem falou também não é mãe, por isso, faz sentido. As pessoas, quando não têm filhos, podem desvalorizar o facto de vivermos em pânico, até, por querermos o bem dos nossos filhos", comentou também. 

"Com isto, eu não pretendo viver preso ao passado. Pretendo, sim, crescer com ele. Melhorar, dia após dia, como ser humano. E, afinal, quem é que nunca errou? Sou um ser humano. Quem é que não tem telhados de vidro?", disse depois. 

"O que eu acho que é, para mim, difícil de aceitar e que me tem deixado mais em baixo é ver toda uma vida profissional colocada em causa por um erro de caráter pessoal, que foi assumido. Por um erro de caráter pessoal que foi tratado e do qual retirei as devidas lições. Desculpem, fico emocionado, nervoso a falar destas coisas, porque é um assunto que me tem assombrado. Mas criar uma narrativa negativa quando existem registros concretos que provam o contrário é, no mínimo, irresponsável", continuou. 

"E, de facto, o espaço mediático deve ser usado com rigor, com verdade, com sentido de responsabilidade e não para amplificar julgamentos fáceis. Esta é a minha opinião. Só queria pedir mais responsabilidade em relação a isso. Mais verdade, menos sensacionalismo e, por favor, mais empatia", rematou.

Na legenda no vídeo publicado esta quarta-feira, dia 1 de abril, na sua página de Instagram, o ator reforçou que "não normalizo a violência contra mulheres". "Aliás, abomino quem o faz, nem normalizo qualquer violência continuada contra a minha filha e a minha família."

"Ter cometido um erro, não apaga a pessoa que eu sou, nem a possibilidade de me refazer com dignidade", pode ainda ler-se.