Cláudio Ramos esteve à conversa com Zé Lopes no programa "Bom Dia Alegria", do V+TVI, e acabaram por falar sobre como a filha do apresentador do "Dois às 10" reagiu à exposição mediática do pai e com o facto de ser assumidamente homossexual.
"O facto de ser conhecido nunca tive [uma conversa] porque ela cresceu nesta normalidade e foi gradual. Para ela é comum. Fomos encarando com a normalidade", começou por responder Cláudio Ramos.
"A orientação sexual, eu comuniquei num programa de televisão com o Daniel Oliveira, falei abertamente do assunto. Vi este programa com ela. Os miúdos bebem tudo, por isso ela já sabia. Não é preciso dizer: «Filha, é para dizer que o pai é homossexual»", acrescentou.
"Ela viu o programa comigo e depois perguntei-lhe se tinha alguma pergunta para me fazer. Nesse dia ela disse que não, foi normal, tranquilo. Dois ou três dias depois é que me fez perguntas sobre o assunto e eu expliquei com a maior naturalidade", contou.
"Ela tem uma coisa que acho que é boa: eu nunca escondi a minha vida porque falava abertamente sobre tudo à frente dela. Ou seja, eu não me exibia com uma namorada e para ela foi um choque. Eu nunca tive uma namorada. Ela percebeu isso tudo muito bem. Acho que depois a educação, o facto de ela estar muito tempo com a minha mãe, com os meus irmãos, de haver uma normalidade disto, foi muito fácil de encaixar. Pelo menos, foi sempre o que me pareceu, foi sempre aquilo que ela me passou e foi sempre aquilo que senti", disse ainda.
No programa, Cláudio Ramos falou também da sua ida para a TVI. O apresentador, que trabalhava há largos anos na SIC, deixou a estação para ir ser anfitrião do reality show "Big Brother", em 2020.
Hoje mantém-se na TVI e apresenta o programa das manhãs da TVI, "Dois às 10", que inicialmente era feito ao lado de Maria Botelho Moniz e atualmente é ao lado de Cristina Ferreira.
O seu novo livro, "O amor não morre", foi ainda tema de conversa. Esta é uma obra que aborda uma relação intensa. "Um grande amor pode tornar-se pequeno ou ser pequeno de raiz, porque os amores não são iguais, mas achar que um pequeno amor é melhor que amor nenhum é um erro. Cria espaço para a fragilidade excessiva, que pode dar lugar ao abuso e à agressão.
O amor, independentemente do seu tamanho, tem de ser amor ainda que tenha arestas, e pode nascer numa aplicação de encontros, numa corrida de táxi, no balcão de uma taberna e, sem preconceito, ser igual ao amor que se encontra numa biblioteca ou nas sombras de uma festa de sábado à noite", pode ler-se na sinopse.

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