Charles III Demonstra Preocupação Após Ataque A Dois Judeus Em Londres



Sua Majestade está a ser mantida plenamente informada e está, naturalmente, profundamente preocupada, em particular com o impacto para a comunidade judaica", disse.

O monarca manifestou solidariedade com as vítimas e expressou "a sua sincera gratidão àqueles que, de forma tão altruísta, correram em seu auxílio".

Um homem de 45 anos foi hoje detido sob suspeita de tentativa de homicídio, na sequência de um esfaqueamento de duas pessoas num bairro londrino conotado com a comunidade judaica, divulgou a polícia. 

As vítimas, um homem na casa dos 30 anos e outro septuagenário, segundo a polícia britânica, foram esfaqueadas em Golders Green, bairro no norte da capital britânica onde reside uma grande comunidade judaica.

As duas vítimas foram assistidas no local por ferimentos de arma branca e transportadas para o hospital, encontrando-se em estado estável.

A polícia declarou o ataque formalmente um "incidente terrorista" e revelou que "uma das linhas de investigação" é se o ataque "visava deliberadamente a comunidade judaica de Londres". 

"Este é mais um ato de violência hediondo dirigido contra as nossas comunidades judaicas, que se segue a uma série de ataques incendiários deliberados", afirmou o comissário da Polícia Metropolitana, Mark Rowley, em declarações no local do ataque.

Vaiado e criticado por algumas pessoas por não estar a proteger os judeus em Londres, Rowley vincou que a polícia intensificou operações junto da comunidade e prendeu 28 pessoas durante investigações a incidentes antissemitas nas últimas semanas. 

Rowley apontou para a influência do conflito no Médio Oriente, mas avisou que "a preocupação ou o debate legítimos sobre assuntos internacionais nunca devem ser utilizados para legitimar o antissemitismo ou a violência contra judeus aqui no Reino Unido".

Israel exortou entretanto Londres a tomar medidas de emergência para proteger a comunidade judaica, alegando que "as palavras não bastam para enfrentar este flagelo", escreveu o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na rede social X.

"Exigimos e esperamos medidas por parte do Governo britânico para proteger os judeus de Inglaterra", acrescentou.

O Presidente israelita, Isaac Herzog, também denunciou uma situação "inaceitável" e manifestou-se "horrorizado" com o ataque.

"Numa das grandes capitais ocidentais, é agora perigoso andar na rua como judeu", lamentou, declarando estar na "hora de o mundo acordar e combater esta onda de ódio contra os judeus por todos os meios possíveis".