"25 de Abril, Sempre": Famosos Celebram o Dia da Liberdade nas Redes Sociais



Celebra-se este sábado a Revolução dos Cravos, e os famosos não deixaram passar em branco a data. 


Muitas caras conhecidas recorreram às redes sociais para celebrar publicamente a Revolução de 25 de Abril de 1974, entre elas Tânia Ribas de Oliveira, que publicou algumas imagens na sua página de Instagram, tendo começado com uma fotografia em que aparece a segurar um cravo vermelho, o símbolo do Dia da Liberdade. 

"«E se Abril ficar distante. Desta terra e deste povo. A nossa força é bastante. Para fazer um Abril Novo.» Ary dos Santos. 25 de Abril, sempre", pode ler-se na legenda da partilha. 

Por sua vez, Iva Domingues lembrou as restrições das mulheres antes do 25 de Abril. "Para os mais esquecidos, revisão da matéria dada: Antes de 1974; Restrições às mulheres.

  • Vida civil e familiar: O marido era o «chefe de família» por lei. A mulher precisava de autorização do marido para: Trabalhar, abrir conta bancária, assinar contratos, viajar para o estrangeiro, o adultério feminino era mais penalizado do que o masculino, o divórcio era extremamente limitado (e praticamente inacessível para casamentos católicos); 
  • Trabalho: Muitas profissões estavam fechadas ou condicionadas às mulheres; Mulheres casadas podiam ser impedidas de trabalhar pelo marido; Salários mais baixos eram norma; Certos cargos públicos eram proibidos; 
  • Política: Direito de voto muito restrito (dependia de nível de educação e outras condições) era muito restrito, quase impossível; Participação política praticamente inexistente; Repressão de qualquer ativismo;
  • Educação: Acesso desigual ao ensino superior; Forte incentivo ao papel doméstico (ser esposa e mãe); 
  • Corpo e sexualidade: Aborto totalmente ilegal; Contraceção muito limitada e mal vista; Educação sexual praticamente inexistente; 
  • Penas e repressão: Exemplos de punições - Adultério feminino; Podia dar pena de prisão (até cerca de 2 anos, dependendo do caso); Aborto; Crime punido com prisão tanto para a mulher como para quem ajudasse; Desobediência ao marido (indireta); Podia levar a consequências legais ou perda de direitos civis; Ativismo político ou feminista; Prisão, vigilância ou tortura pela polícia política (PIDE); «Ofensa à moral»; Conceito vago usado para punir comportamentos considerados impróprios."

"Em resume. Antes de 1974, as mulheres em Portugal: Tinham autonomia legal muito limitada; Dependiam do marido para decisões básicas; Podiam ser punidas criminalmente em áreas como sexualidade e comportamento; Eram excluídas da vida política e profissional. Depois da Revolução: Tornaram-se juridicamente iguais aos homens; Ganharam liberdade pessoal, profissional e política; Passaram a ter controlo sobre a própria vida", concluiu. 

"Estar descontente com hoje implica também prezar a liberdade de o poder dizer. Achar que se estaria melhor num quotidiano de prisões políticas, torturas, perseguições, censura, níveis extremos de analfabetismo e pobreza é, muito sinceramente, de uma tremenda e perigosa estupidez. Cada vez faz mais sentido celebrar e recordar o 25 de Abril, e sobretudo recordar - aos nossos filhos e aos esquecidos - o que era o Portugal de antes. Baixe-se um bocadinho o volume das canções da Broadway para se ouvir isto", escreveu, por sua vez, Nuno Markl. 

José Mata também assinalou o dia da revolução que acabou com a ditadura em Portugal. "25 de Abril - Sempre."

"Dia da Liberdade tão esperada, tão preciosa e indispensável. Cuidemos para que esteja sempre, para que seja sempre. Liberdade", pode ler-se na publicação de Luísa Ortigoso. 

Já Sílvia Rizzo escreveu: "Bom dia Liberdade!"

"Viva a liberdade! 25 de Abril sempre", disse João Baião, que também assinalou este dia único na sua página de Instagram.