Snapchat Sob Investigação! Comissão Europeia Investiga Falhas Na Proteção De Crianças Contra Aliciamento Sexual



O Snapchat é a mais recente rede social a ser alvo de uma investigação da Comissão Europeia. O objetivo da investigação é determinar se o Snapchat expôs os utilizadores menores a aliciamento sexual dentro da plataforma.


Esta investigação da Comissão Europeia procurará verificar várias áreas relacionadas com a proteção de menores dentro do Snapchat, nomeadamente a verificação de idade, definições padrão nas contas da plataforma, denúncias de conteúdo ilegal, disseminação de produtos proibidos e aliciamento e recrutamento de crianças para atividades criminosas.

No comunicado oficial partilhado pela responsável por tecnologia do bloco europeu, Henna Virkkunen, é referido que a Comissão Europeia “suspeita que o Snapchat não esteja a proteger de forma adequada os menores de serem contactos por utilizadores com más intenções”.

“Ao permitir que os seus serviços sejam usados de forma indevida por adultos que, ao não divulgarem a sua real no momento do registo ou ao alterá-la posteriormente, fingem ser menores de idade, o Snapchat pode não estar a implementar salvaguardas para proteger as crianças da exposição a conteúdos, contactos, condutas prejudiciais e outros riscos”, escreve Virkkunen.

"Desde o aliciamento sexual e a exposição a produtos ilegais até às definições de conta que fragilizam a segurança dos menores, o Snapchat parece ter esquecido que o Regulamento dos Serviços Digitais (DSA) exige padrões de segurança elevados para todos os utilizadores", afirmou Henna Virkkunen.

Em reação a esta investigação, um porta-voz do Snapchat afirmou à Euronews que "a segurança e o bem-estar de todos os utilizadores do Snapchat são uma prioridade máxima", indicando que trabalha há vários anos para “elevar o nível da segurança”.

Mais ainda, o porta-voz do Snapchat refere que a rede social foi “concebido para ajudar as pessoas a comunicar com amigos próximos e familiares num ambiente positivo e de confiança”, indicando que a “privacidade e segurança” estão integradas na app desde o começo.

Não se sabe quando é que a Comissão Europeia partilhará resultados desta investigação. No entanto, os próximos passos levarão os reguladores a recolherem provas e a conduzirem entrevistas com pessoas relevantes para o caso.