Hélder foi na gala de domingo, 22 de março, o participante escolhido para abandonar o "Secret Story 10". Horas após ter saído do reality show, o osteopata marcou presença no programa "Dois às 10", da TVI, para fazer o balanço da participação no programa e pela primeira vez contar a sua história de vida.
"Nasci de uma relação proibida", começou por contar o agora ex-concorrente do "Secret Story".
"O meu pai biológico é de etnia cigana, desapareceu quando eu tinha dois anos de idade", diz ainda no casting que lhe valeu a entrada no reality show e que foi transmitido no programa matutino apresentado por Cristina Ferreira e Cláudio Ramos.
"Aos 19 anos ele procurou-me e foi aí, então, que despertou em mim curiosidade e passei a conhecer o lado da minha família cigana."
"Vivo num meio pequeno, Celorico de Basto, e tudo o que fizesse estava rotulado como o filho do cigano. Sofri descriminação, sofri bullying", confessa a respeito das suas origens ciganas e dos "episódios traumáticos" que viveu devido ao preconceito.
A relação dos pais de Hélder era proibida pela família do pai, uma vez que a mãe do antigo militar não era cigana. Ainda que o pai tenha desaparecido quando era um bebé, na aldeia onde viviam todos sabiam as suas origens e é sem medo que assume que tudo se tornou mais complicado na sua vida devido a este facto.
Hélder conta que ao longo do tempo se "fecharam portas" e até amizades. Na escola, os colegas eram proibidos pelos pais de andar a seu lado porque, por ser filho do cigano, não era visto como uma boa companhia.
"Hoje não me orgulho, nem tenho vergonha da minha história. Não tenho vergonha de o dizer, mas foi durante muito tempo uma pedra no sapato, por isso é que hoje evito dizê-lo. Criou-me muitas barreiras para eu ser o que sou hoje", confessou.
Hélder conhece a história da família e defende que "há ciganos bons e ciganos maus", mas não tem medo de admitir que "faz-lhe confusão" falar sobre as suas origens porque "há portas que se fecham, ainda hoje".

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