Pedro Chagas Freitas não ficou indiferente à mais recente polémica do "Secret Story". Recorde-se que na passada segunda-feira, 23 de março, o segredo de Eva foi descoberto e todos na casa ficaram em choque ao descobrirem que a concorrente namora há cinco anos com Diogo, que tem tido comportamentos íntimos com outra concorrente, Ariana.
Dentro da casa o alvo passou a ser Eva por ter, supostamente, permitido que o namorado se aproximasse tanto de outra mulher. Nas redes sociais as opiniões gerais são outras já que quem ficou em cheque foi Ariana (que sabia que Diogo tinha namorada apesar de não saber que era dentro da casa) e Diogo.
O escritor, que já assumiu ser um espectador de reality shows, recorreu à sua página de Instagram para tecer uma opinião sobre o caso.
"«Pai, se o Joker trata mal a Harley Quinn, porque é que ela continua a querer ficar com ele?» Numa frase, tudo. Amor-próprio, auto-estima, empatia, coragem, empoderamento. O meu filho, numa pergunta, a abrir o baú que tantos adultos não têm a coragem de abrir. As crianças são génios que os adultos ouvem pouco. Deve ser por inveja, por medo de saberem o que já deixaram de saber, coitados", começou por contextualizar Pedro Chagas Freitas.
"Neste triângulo, vejo a falta disso tudo, de quase tudo, na verdade. O contrário de amor é desempatia. Não vejo vilões nem heróis; só vejo vítimas. De si mesmas, de algo que ficou por construir algures no caminho, de uma inconsequência fácil, vazia. Parece que vivem numa telenovela antiga, de enredo obsoleto. Estamos a criar, a alimentar, alienígenas da superficialidade? Não vejo profundidade em nada do que vejo ali; só a frase barata comprada na feira da vaidade, no mercado contrafeito do ego", referiu ainda o autor.
"Não suporto quem pisa os que os querem amar. Não suporto quem usa quem está no interior da fragilidade. Aqui não há inocentes, e são todos inocentes, presos na jaula da necessidade de chamar jogo ao que é veia, ao que é organismo, alma, vida, medo, angústia, pessoas frágeis de si mesmas, viciadas no que não compreendem, no que lhes parece champanhe e é só veneno. Não olhar para a dor do outro é uma pulhice. Pior: olhar para a dor do outro e não fazer tudo para a diminuir é uma pulhice", escreveu também o escritor.
Chagas Freitas refere que, na sua opinião, todos os membros desta história são, de alguma forma, responsáveis pela situação. "Todos, neste triângulo, foram incapazes de fugir do umbigo, da escada que querem trepar, que precisam de trepar para chegarem onde pensam que está o que os saciará de uma alegria qualquer. Não vai estar lá nada. O problema de querermos fazer da fama o começo da felicidade é saber o que eu que já sei, o que tantas pessoas já sabem: é mais aquilo que a fama oca termina do que aquilo que começa.
O campeão não é o que chega primeiro, não é sequer o que ganha mais vezes; é o que vem de mais longe, é o que vem da verdade mais distante. Não existem campeões que não sejam boas pessoas. Os que ganharam alguma coisa e não são boas pessoas não são campeões nenhuns. São só pessoas que nunca saberão o que é ganhar", referiu o escritor.

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