OpenAI Prepara Entrada em Bolsa Até ao Final de 2026 e Reforça Foco Empresarial



De acordo com a estação televisiva, o responsável pela área de aplicações da empresa, Fidji Cimo, indicou recentemente, numa reunião interna, que a OpenAI comunicou a funcionários e investidores que está a "orientar agressivamente" a sua atividade para casos de uso de elevada produtividade no contexto empresarial.


A empresa, que impulsionou a expansão da inteligência artificial generativa com o lançamento do ChatGPT em 2022, conta com mais de 900 milhões de utilizadores ativos semanais.

A estratégia passa agora por converter essa base em clientes com maior consumo de capacidade computacional, posicionando o 'chatbot' como uma ferramenta de elevada produtividade.

O calendário da oferta pública inicial poderá situar-se no quarto trimestre, embora a data permaneça sujeita a alterações, segundo fontes próximas do processo citadas pela CNBC, que acrescenta que a empresa está a reforçar a equipa financeira com especialistas em relações com investidores, tendo em vista a entrada em bolsa.

Este movimento surge num contexto de crescente concorrência no mercado empresarial de inteligência artificial, onde a Google e a Anthropic também procuram reforçar a sua presença, sendo que esta última admite igualmente uma eventual entrada em bolsa.

A empresa ativou em dezembro um plano interno para melhorar o ChatGPT face à pressão concorrencial, reduzindo investimentos em áreas como saúde, comércio eletrónico e publicidade.

Em termos financeiros, a OpenAI reviu as previsões de investimento em infra-estruturas, após ter anunciado metas ambiciosas para 2025.

Face aos 1,4 biliões de dólares (1,2 biliões de euros) inicialmente apontados pelo presidente executivo, Sam Altman, a empresa estima agora um investimento em capacidade computacional na ordem dos 600 mil milhões de dólares (520 milhões de euros) até 2030.

A empresa projeta receitas superiores a 280 mil milhões de dólares (242 mil milhões de euros) nesse período, com contributos equilibrados entre os segmentos de consumo e empresarial, em linha com a nova orientação estratégica.