Manuel Luís Goucha Questiona Perdão Em Caso De Violência Doméstica Em Machico



Manuel Luís Goucha partilhou a sua opinião sobre o caso de violência doméstica praticada por um bombeiro de Machico, na ilha da Madeira, contra a mulher e à frente do filho que, meses depois, o perdoou. 


O apresentador da TVI mostrou-se chocado e surpreendido pelo desfecho deste caso. Recorde-se que, em tribunal, a vítima referiu que foi agredida apenas com um murro dentro de casa, onde depois terá caído. 

Esta mulher esclareceu também, no decorrer do processo, que a agressão "foi um ato isolado" e que "só não estão juntos enquanto casal por força da medida de coação de proibição de contactos imposta".

"O país viu as imagens que uma câmara de vigilância registou: uma mulher do Machico, ilha da Madeira, a ser agredida brutalmente pelo marido com o filho do casal presente e a implorar ao pai que parasse com a agressão. O processo foi suspenso. A vítima perdoou", referiu o comunicador.

"Mais, terá dito que este foi um caso isolado, havia sido apenas um murro dado entre paredes (como se não tivéssemos visto as imagens do que ocorreu fora de portas?). Apenas (um murro)? Bofetada que fosse já é um ato de destruição e é por uma bofetada que começa, bastas vezes, todo um historial de violência doméstica perpetuado no tempo. Perdoa? Perdoa-se um crime que atenta a dignidade do outro? Que exemplo se está a dar a um menor que vê a mãe a ser maltratada pelo pai? Não está o perdão a desvalorizar a gravidade do ato?", questiona o comunicador. 

"O agressor até aqui impedido de se aproximar da vítima pode agora voltar para casa. Fá-lo-á, certamente, dizendo-se arrependido e com juras de amor. Abusivamente, já que o amor é o melhor que temos a propor e não o pior. Oxalá não voltemos a ouvir falar desta mulher, é que infelizmente sabemos como muitas vezes terminam estas histórias de violência doméstica. Para quem considere, como pude ler, que isto são «atitudes de homem» esclareço que de homens não se trata, mas sim de homúnculos! Não é assim que a cifra de casos começa a descer, antes pelo contrário", disse ainda. 

Recorde-se que o bombeiro, de 35 anos, foi detido pela Polícia de Segurança Pública no dia 26 de agosto de 2025, após ter sido filmado a agredir a mulher em frente ao filho menor. Na altura o homem ficou em prisão preventiva.

O vídeo das agressões, presenciadas pelo filho do casal, de nove anos, foi captado  por câmaras de videovigilância na casa onde a vítima estava e as imagens foram partilhadas nas redes sociais gerando muita indignação na altura.