Jovem Queimado Em Plena Via Pública Aguarda Cinco Anos Por Indemnização Enquanto Tribunal Permanece Em Silêncio



A vida de um cidadão angolano de 34 anos, identificado como Afonso Neves Congo, mudou drasticamente a 18 de maio de 2020. Nesse dia, sem qualquer motivo aparente, foi atacado por indivíduos já identificados que o regaram com gasolina e atearam fogo em plena via pública antes de fugirem.


Segundo o relato da vítima, o incidente ocorreu quando saía de um caixa automático (ATM). Nesse momento, foi abordado por Walter José Luís, conhecido como “Conadá”, acompanhado por outros indivíduos. Sem qualquer discussão prévia, os suspeitos terão despejado gasolina sobre ele e, de seguida, iniciado o incêndio.


Mesmo gravemente ferido, Congo conta que conseguiu correr atrás dos agressores e identificar a residência de um deles, que seria filho de um comissário da Polícia Nacional.


“Quando cheguei ao portão da casa do acusado, o pai dele perguntou-me o que tinha acontecido. Ao ver-me em chamas, pediu que eu tirasse a camisa e me deitasse no chão. Segui as instruções e as chamas acabaram por apagar. Depois, aconselhou-me a apresentar uma queixa-crime”, recorda.


Posteriormente, dirigiu-se a uma esquadra da polícia, onde foi recebido por agentes que se mostraram disponíveis para ir ao local e deter os suspeitos. No entanto, segundo Congo, ao reconhecerem a residência, os agentes lembraram que o proprietário da casa havia sido comandante naquele município. Desde então, o caso permanece sem uma solução, enquanto a vítima continua à espera de justiça e de uma indemnização.