Bruno de Carvalho assinalou na sua página de Instagram o Dia do Pai numa fase em que se encontra ainda de luto pela partida do progenitor.
Depois de se ter despedido do pai no início do mês de março, o ex-presidente do Sporting assinala hoje, 19 de março, o primeiro Dia do Pai sem a presença do seu. Por isso, decidiu deixar uma emotiva mensagem na sua página de Instagram com alguns conselhos.
"Digam «amo-te» todos os dias. Cuidem deles. Não deixem nada por dizer, nem nada por viver ao lado deles. Achamos sempre que são eternos… e de certa forma são, mas apenas dentro do nosso coração2, pode ler-se na sua mensagem.
Mas não foi o único. Pedro Crispim também perdeu recentemente o pai, Joaquim, aos 80 anos, que morreu no início do ano.
Esta quinta-feira, a figura pública publicou um vídeo na sua página de Instagram onde partilha um desabafo sobre este Dia do Pai, o primeiro sem o progenitor.
"Para mim, este Dia do Pai será um dia para celebrar, porque tive o melhor pai do mundo, não poderia escolher outra pessoa. Vai sempre ser um dia para celebrar. O privilégio que foi tê-lo na minha vida, tê-lo como exemplo, como bússola em tudo aquilo que faço, em tudo aquilo que sou. O Dia do Pai vai ser um dia para celebrar o meu pai. Vai ser assim hoje e sempre.
O meu pai vai sempre existir na minha vida. [...] O meu pai era do bem... Já não se fazem pessoas assim. Já não existem pessoas assim. O Dia do Pai é um dia para festejar o pai maravilhoso, fantástico, dedicado, o pai honesto, presente. Ele vai ser sempre o meu pai e eu vou ser sempre o seu filho. E há uma relação para ser celebrada.
Parabéns a todos os pais. Parabéns a todos os filhos. Parabéns ao amor incondicional, ao cuidado, ao carinho, à presença. Não deixem nada por dizer, nada por fazer. Perdoar, voltar todas as vezes que forem necessárias. Porque o amor tem que falar sempre mais alto. O amor fala mais alto. O amor deve ser sempre o protagonista. Sempre", disse.
Liliana Aguiar é uma outra cara conhecida que já viveu a morte do pai. "Dia do Pai… A vida ensina-nos, às vezes tarde demais. Nem sempre te dei ouvidos… e hoje sei o quanto tinhas razão. Fazes-me falta todos os dias - a mim, pela proteção que já não tenho, e aos meus filhos, por tudo o que não puderam viver contigo. Saudades para sempre. Das tuas músicas preferidas... Sei que estás orgulhoso e também irritado com algumas coisas, mas eu aguento-me! Não fosse eu a maluca da família."
Por sua vez, o escritor Pedro Chagas Freitas, que também já viu partir o pai, escreveu nas redes sociais: "Hoje era dia de nós, meu pai. Tenho mais de mil quilômetros para fazer ao volante. Iria ligar-te, e tu sem eu dizer nada irias garantir: «eu vou contigo, filhote». Estarias ao meu lado, falaríamos do Benjamim (ele esteve a ver os teus carrinhos à entrada de casa, disse-lhe que fizeste uma viagem; ele sabe que já não vai ver-te mais, ou então se calhar sabe que a morte é o contrário disso; a morte é ver para sempre, a morte é não deixar de ver), dirias que ele está grande e inteligente, acrescentarias que tens saudades dele, que tens sempre saudades dele.
Também falaríamos do mundo, das guerras, das pessoas apáticas nos seus territórios individuais. Chegaríamos à palestra, tu irias sentar-te num lugar discreto, eu veria que estavas orgulhoso, e saber que estavas orgulhoso faria com que a viagem tivesse valido a pena. O que interessa são as coisas nenhumas, as coisas sem nome, só estarmos a passar a vida a passarmos a vida juntos.
Hoje era dia de nós, meu pai. Estaríamos a praticar juntos o tu seres pai e eu ser teu filho. Quem tem um pai tem de praticar ter um pai. Tem de ser filho praticante. Temos de ser viventes praticantes. Praticar a vida é ser filho praticante, pai praticante, mãe praticante, irmã praticante, primos e tios e amigos e tudo praticantes. A vida pratica-se. Não pode ficar perra, enferrujada. Se deixamos a vida enferrujar-se, parece que custa o abraço, a entrega. Ficamos embargados do que sentimos, amarrados ao que já não sabemos bem o que é. A vida não se faz; nós é que temos de fazê-la.
Hoje era dia de nós, meu pai. Estou em ruínas por não te ter, e nem assim deixo de te ter. Ouvirei os teus conselhos, o teu riso, sentirei o toque da tua pele, o teu cheiro, a maneira como a tua voz se cruzava com os meus ouvidos, a forma como caminhavas, só tua, poderia ter milhares de pessoas a caminhar à minha frente que saberia sempre qual eras tu só pela maneira como andavas. Muitos dirão, quando me receberem em qualquer lado, que sou o Pedro Chagas Freitas. Eu direi, ao olhar para a tua cadeira vazia, que sou o teu filho. Hoje era dia de nós, meu pai. Hoje ainda é dia de nós."

Sem comentários:
Enviar um comentário