O Benfica avançou com uma providência cautelar junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), na sequência do castigo aplicado a José Mourinho, na tentativa de que este ainda venha a sentar-se no banco de suplentes, no encontro da 27.ª jornada da I Liga, perante o Vitória SC, que terá lugar no Estádio da Luz.
A notícia foi adiantada, esta quarta-feira, pelo jornal A Bola, que esclarece que esta medida está, agora, nas mãos do Tribunal Central Administrativo Sul (TCAS), devendo merecer a consideração do mesmo a tempo do apito inicial para o embate com os vimaranenses, que tem apito inicial agendado para as 18h00 (hora de Portugal Continental) do próximo sábado, dia 21 de março.
O Special One, recorde-se, foi condenado a duas suspensões distintas, fruto dos incidentes registados no 'escaldante' empate 'caseiro' a duas bolas com o FC Porto, a 8 de março, a primeira das quais válida por um jogo, que já foi cumprida, no passado fim de semana, aquando do triunfo alcançado na visita ao Arouca, por 1-2, ao qual assistiu no autocarro dos encarnados.
A segunda tem a validade de 11 dias, e coincide com a próxima partida. A direção liderada por Rui Costa, recorde-se, recorreu desta decisão (que contempla, ainda, uma multa no valor de 5.355 euros) junto do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), mas sem sucesso, motivo pelo qual avança, agora, noutras instâncias.
Benfica em 'blackout'
O castigo aplicado a José Mourinho causou uma 'onda' de indignação no Benfica, de tal maneira que motivou, não só a difusão de um incisivo comunicado contra o Conselho de Disciplina da FPF, como, inclusive, um 'blackout', motivo pelo qual, desde então, o treinador português não mais falou à comunicação social.
"O Sport Lisboa e Benfica repudia, de forma firme e inequívoca, o castigo aplicado ao seu treinador, José Mourinho, pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. Trata-se de uma decisão manifestamente injusta, desproporcionada e persecutória, tomada ao arrepio do que efetivamente ocorreu no final da partida. Como foi prontamente esclarecido pelo treinador na conferência de imprensa pós-jogo, e como as imagens amplamente divulgadas comprovam, o treinador do Benfica limitou-se a chutar a bola para a bancada num momento de celebração, como já aconteceu outras vezes, sem qualquer intenção de desrespeito ou provocação", pôde ler-se na nota.
"Perante a evidência dos factos, não se compreende a aplicação de um castigo que deturpa o contexto do sucedido, ignora as explicações prestadas, bem como aquilo que é visível nas imagens desse momento. Mais importante ainda: desvaloriza as provocações de Lucho González a José Mourinho após as expulsões, no túnel de acesso aos balneários. O Sport Lisboa e Benfica considera esta decisão profundamente injusta e injustificada, motivo pelo qual irá recorrer pelos meios próprios, com a convicção de que, em sede própria, será reposta a verdade dos factos e feita justiça", prosseguiu.
"O Clube reitera o seu total apoio ao treinador José Mourinho e continuará a defender, de forma intransigente, a verdade desportiva e o respeito pelos seus profissionais, apesar de mais uma lamentável decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol", completou.

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