O Palmeiras recebeu e bateu, ao final da noite de quarta-feira, o Botafogo, por 2-1, resultado que lhe permitiu ascender, provisoriamente, à liderança do Brasileirão, com 16 pontos, tantos quanto o São Paulo (que perdeu, na visita ao Atlético Mineiro, por 1-0), e mais dois do que o Bahia (que tem uma partida em atraso).
O Verdão adiantou-se no marcador, no Allianz Parque, logo à passagem dos nove minutos, por intermédio de Allan Elias, e voltou a fazer a festa no arranque do segundo tempo, por intermédio de Jhon Arias. Danilo ainda deu alguma esperança aos homens de Martín Anselmi, antigo treinador do FC Porto, com um remate certeiro, aos 59 minutos, que acabou, ainda assim, por não ter consequências no desfecho do encontro da sétima jornada.
Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, o técnico português Abel Ferreira fez, de resto, questão de agradecer à presidente do clube, Leila Pereira, pelo facto de ter aceite despender qualquer coisa como 25 milhões de euros para 'resgatar' John Arias do Wolverhampton, no passado mês de fevereiro.
"Ele não tem varinha mágica. Fico feliz pelo Arias, porque dá-lhe confiança, e o jogador não desaprende. É um processo de adaptação ao clube e aos métodos. Estou muito satisfeito. A partir do momento em que a presidente o contratou, em passei a dormir mais sossegado", confessou, em declarações reproduzidas pelo portal canarinho Globoesporte.
"Sabemos que tem qualidade e que tem de adaptar-se, mas também sabemos a exigência dos adeptos. Se eles estão aqui, é porque são bons, só que, às vezes, uns adaptam-se mais rapidamente, e uns estão melhores do que outros", prosseguiu, referindo-se ao facto de o internacional colombiano ter precisado de oito jogos para se estrear a marcar.
"Dou, muitas vezes, os exemplos do [Raphael] Veiga, do [Flaco] López... Se não tivéssemos paciência, se calhar, no primeiro ano tínhamos mandado o Lópes embora", completou.
"O treinador não pode ser assim tão ruim..."
Abel Ferreira aproveitou, ainda, a ocasião para enaltecer o bom momento que o Palmeiras atravessa, com sete vitórias conquistadas nos oito últimos jogos, em todas as competições, que se seguiu a um arranque de temporada mais 'conturbado', que levou, inclusive, a que a continuidade do próprio tivesse sido questionada.
"Acho que, ao longo do tempo, os adeptos vão tendo paciência até com o treinador. O treinador não pode ser assim tão ruim, se não, tinham-no mandado embora. Eu gosto de estar aqui. O clube é um relógio, e, para funcionar, precisa de uma pilha. E eu acho que o clube encontrou a pilha certa para o relógio", sublinhou.
"Eu sou só um. O clube é o relógio, eu sou a pilha e temos um pulso, que são os nossos adeptos. Temos vivido estes anos com muitos jogos, títulos e tristezas também. De uma coisa podem ter a certeza, eu só tenho uma coisa na cabeça, que é dar o meu melhor, e digo isso aos meus jogadores", concluiu o ex-Sporting de Braga.

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