O Zimbábwe iniciou a distribuição do lenacapavir, um novo medicamento injetável de longa duração para a prevenção do HIV, tornando-se um dos primeiros países a implementar esta estratégia. Administrado apenas duas vezes por ano, o fármaco demonstrou protecção quase total em estudos clínicos e é considerado por especialistas um possível ponto de virada na luta contra a doença.
A injecção está a ser oferecida gratuitamente a grupos de alto risco, incluindo profissionais do sexo, adolescentes e mulheres jovens, homens gays, bem como mulheres grávidas e lactantes. A medida representa um avanço significativo num país que registou dezenas de milhares de mortes relacionadas ao HIV nas últimas duas décadas.
No entanto, especialistas alertam que transformar o avanço científico em impacto amplo exigirá superar desafios como restrições de financiamento, fragilidades na infra-estrutura de saúde e a necessidade de manter os pacientes engajados no tratamento preventivo.

Sem comentários:
Enviar um comentário