Desde que está hospitalizado, na sequência de dois Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC's), que Nuno Markl tem estado particularmente ativo nas suas redes sociais. Nas suas mais recentes partilhas, por exemplo, o radialista, revelou ter recebido um gesto 'inesperado' de uma criança e, posteriormente, deixou um desabafo que gerou uma forte reação nas redes sociais.
Agora, neste domingo, 15 de fevereiro, o criador do Homem Que Mordeu o Cão voltou a recorrer à sua conta de Instagram para partilhar uma reflexão profunda sobre a fase delicada que atravessa. E fê-lo ao dar a saber que sentiu que uma das mais recentes obras que leu, O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, foi, de certa forma, escrita para si.
"E, de repente, um gajo português, em 2026, num quarto de hospital na longa recuperação de um AVC, sente que uma monumental aventura de vingança escrita em França no século XIX, foi escrita para si. É este o poder dos livros", começou por escrever Nuno Markl na legenda da publicação que fez.
O radialista explicou ainda que 'mergulhou' nos dois volumes da obra e que "viveu décadas em dez dias", naquele que considerou o "mais metódico, milimétrico, filosófico e paciente plano de vingança". "E paciência e método tem sido a minha vida desde o fim de Novembro", continuou, não se ficando no seu desabafo por aí.
"A minha aventura é diferente. Não tenho ninguém de quem me vingar, no entanto; talvez do AVC, ou do Nuno Markl antigo, o que descurou a saúde e viveu para o trabalho. 'Aguardar e ter esperança', diz Edmond Dantès, numa carta que tomo como um pouco endereçada também a mim. Bateu muito certo".
Ainda na mesma partilha, o radialista confessou que já em criança se tinha rendido ao universo de Alexandre Dumas, graças a'Os Três Mosqueteiros. Porém, agora, "em plena idade adulta" e num momento particularmente desafiante, Nuno Markl confessou que a leitura lhe deu "um baquete de sentido de vida". "Feliz por ter voltado a ler com este apetite", rematou por fim.

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