Microsoft Prevê que IA Automatize Trabalho de Escritório em Apenas 18 Meses



O CEO da divisão de Inteligência Artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, afirmou em entrevista ao Financial Times que, ao ritmo a que a tecnologia está a avançar, alguns trabalhos de escritório podem desaparecer em pouco mais de um ano.


“Trabalho de escritório, onde estás sentado ao computador, seja enquanto advogado, contabilista, gestor de projeto ou pessoa do marketing - a maioria dessas tarefas estarão 100% automatizadas por Inteligência Artificial nos próximos 12 a 18 meses”, afirmou Suleyman.

A previsão do líder da Microsoft AI baseia-se no facto de a empresa estar a desenvolver modelos de Inteligência Artificial que, diz Suleyman, serão capazes de desempenhar tarefas que atualmente são feitas por trabalhadores de escritórios em computadores.

Mais ainda, Suleyman acrescentou que agentes de Inteligência Artificial ficarão melhores no que diz respeito à coordenação em empresas de grandes dimensões nos próximos dois a três anos.

“Melhor conselho de carreira”

O cofundador e ex-líder da DeepMind da Google e atual CEO da divisão de Inteligência Artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, partilhou na sua página na rede social X aquele que diz ser o “melhor conselho de carreira” que alguma vez recebeu.

“Se uma oportunidade é um pouco intimidante e parece um desafio, então provavelmente é a oportunidade certa”, escreveu Suleyman numa publicação disponível na plataforma.

Serve recordar que Suleyman ajudou a fundar a DeepMind em 2010 e que a empresa de Inteligência Artificial foi adquirida pela Google em 2014 por um valor a rondar os 400 milhões de libras (455,4 milhões de euros). Em 2019, Suleyman acabou por se juntar à Google e abandonou a gigante tecnológica em 2022 para fundar a Inflection AI.

Ao olhar para o percurso de Suleyman fica claro que o conselho que dá agora na rede social X é um que parece ter seguido e, a julgar por outras publicações partilhas no passado, também procura contratar pessoas que tenham o mesmo gosto por arriscar.

“Prefiro contratar alguém que correu grandes riscos e falhou do que alguém que tenha jogado pelo seguro e acertado”, escreveu Suleyman numa publicação partilhada no final de outro na mesma plataforma.