Filha De Delfina Cruz Encontrada Morta: Família E Amigos Quebram O Silêncio Em Noite De Choque



Depois de ter estado desaparecida durante cerca de duas semanas, o corpo de Maria Amaral, filha da atriz Delfina Cruz, foi encontrado. A sobrinha - que se mostrou ativa nas redes sociais enquanto procuravam informações sobre o paradeiro da tia - já reagiu à morte da agente imobiliária. 


"Foram 12 dias agarrada à esperança, 12 dias de dor, de medo e de sofrimento. E mesmo assim, no fundo do meu coração, eu acreditava… Acreditava que te ia voltar a abraçar. Quando soube que tinhas partido o mundo parou. A vida perdeu o sentido. Nada faz sentido desde então. Não consigo aceitar. Não consigo compreender como alguém te pôde tirar de nós. Só te queria aqui comigo. Não pedia mais nada", começou por escrever a familiar de Maria Amaral. 

"Não eras apenas a minha tia. Eras a minha mãe de coração. Eras colo, eras força, eras casa. Só nós sabíamos o amor que existia entre nós, um sentimento puro, profundo, que não precisava de explicação. Vais fazer-me uma falta que dói no corpo. Vai doer não te ligar, não ouvir a tua voz. Vai doer não ter as nossas conversas longas, os nossos desabafos, os silêncios que diziam tudo. Vou sentir falta da tua alegria contagiante, da tua vontade de viver, de viver como se não houvesse amanhã, porque tu sabias viver", desabafou. 

"Não sei como vou aprender a conviver com esta dor. Uma parte de mim foi contigo. E ficou vazia cá dentro. Não sei como, nem quando, vou conseguir dizer ao nosso Louri que já não estás entre nós. Só de pensar, o coração despedaça-se. Vai ser um dos maiores desafios da minha vida. Tudo agora parece difícil. Tudo parece pesado. Mas prometo-te uma coisa: enquanto eu respirar, tu vais viver em mim. No amor que me ensinaste, na força que me deixaste, e em cada lembrança que o tempo nunca vai apagar", continuou.

"Descansa em paz, minha tia, minha mãe. O meu amor por ti é eterno", pode ler-se, por fim, na mensagem que vem acompanhada de algumas fotografias de ambas. 

Por sua vez, a cantora Nucha - que já tinha partilhado antes um apelo nas redes sociais numa tentativa de encontrar Maria Amaral - também se manifestou publicamente após a notícia da morte da amiga. 

"Minha querida Maria Amaral... Não sei o que escrever... Que a tua alma descanse junto da tua querida mãe. Estou tão, mas tão mal com o que vejo neste mundo", disse ao reagir publicamente à morte da agente imobiliária, confirmada pela Polícia Judiciária no fim de semana. 

De recordar que a atriz Delfina Cruz morreu no dia 8 de setembro de 2015, aos 69 anos. Tinha sido diagnosticada com cancro da mama.

O desaparecimento de Maria Amaral que terminou com a notícia de que foi assassinada 

Maria Amaral estava desaparecida desde o dia 19 de janeiro. Na altura começaram a surgir apelos nas redes sociais, tanto por parte da família (em nome da sobrinha), como pela agência imobiliária para a qual trabalhava. 

Chegou a se confirmar o seu desaparecimento junto da GNR, que desde logo informou que "a situação encontrava-se na alçada da Polícia Judiciária". 

Entretanto, o Correio da Manhã, que foi o primeiro a avançar com a notícia do desaparecimento da agente imobiliária, relatou que uma informação anónima que foi partilhada com a GNR, da zona da Lourinhã, levou a que a Polícia Judiciária (PJ) entrasse na investigação do desaparecimento de Maria Custódia Amaral. Suspeitava-se de um sequestro. 

Com a investigação a decorrer, o namorado de Maria Amaral terá sido ouvido pela Polícia Judiciária, foram feitas buscas em sua casa e o seu telefone esteve apreendido durante um dia. 

Já num comunicado enviado às redações na noite do passado sábado, dia 31 de janeiro, a Polícia Judiciária fez saber que deteve o presumível homicida de Maria Amaral.

Entretanto, a CMTV avançou com novos detalhes e adiantou que o cadáver de Maria Amaral foi encontrado na areia junto à Lagoa de Óbidos. O suspeito, relatam, é um homem que a agente imobiliária conhecia há vários anos, mas não se sabe o que motivou o crime. O homicídio terá acontecido na casa deste homem, onde terão sido encontrados vestígios de sangue, no dia do desaparecimento.

O carro de Maria Amaral terá sido levado até junto dos bombeiros de Peniche pelo suspeito e as câmaras de videovigilância terão sido fundamentais para identificar o homem, que viria a confessar o homicídio.