Informações postas a circular indicam que um indivíduo apresentado como “agente da INTERPOL” foi detido na cidade de Maputo, sob suspeita de estar ligado a um incêndio com motivações comerciais. No entanto, os dados oficiais disponíveis sugerem um enquadramento diferente e juridicamente mais delicado.
Na segunda-feira (09), o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) divulgou detalhes de uma operação relacionada com o incêndio de um estabelecimento no bairro do Zimpeto, ocorrido a 26 de Dezembro de 2025. De acordo com as autoridades, o fogo terá sido provocado com recurso a artefactos explosivos de fabrico artesanal, envolvendo um cidadão chinês e alguns nacionais moçambicanos.
Durante a acção, foram apreendidas várias armas de marca brasileira “Taurus”, acompanhadas de documentos referentes ao porte e uso. O SERNIC informou estar a analisar a autenticidade das licenças e as circunstâncias que justificam a posse de múltiplas armas por parte de um estrangeiro.
O ponto que gerou maior debate público foi a apreensão de um cartão da International Police Association (IPA), facto que levou, nas redes sociais, à suposição de ligação directa do suspeito à INTERPOL.
Entretanto, importa esclarecer que a IPA é uma associação que reúne membros das forças policiais, no activo ou reformados, com objectivos de cooperação social e profissional, não tendo competências operacionais ou poderes de investigação criminal. A INTERPOL, por sua vez, é uma organização intergovernamental que promove a cooperação policial entre países.
Até agora, não existe confirmação oficial de qualquer ligação do detido à INTERPOL. As investigações continuam, num processo que requer cautela para evitar confusões entre informações verificadas e especulações.

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